TSE define futuro do Rio: O que muda após acórdão sobre Cláudio Castro?

TSE define cenário eleitoral após acórdão sobre ex-governador do Rio. Saiba o que muda no mandato tampão e o que o STF decidirá!

24/04/2026 14:16

2 min

TSE define futuro do Rio: O que muda após acórdão sobre Cláudio Castro?
(Imagem de reprodução da internet).

TSE publica acórdão sobre ex-governador do Rio e define cenário eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou, na noite desta quinta-feira, 23 de abril de 2026, o acórdão referente ao julgamento que envolveu o ex-governador do Rio de Janeiro, filiado ao PL, e o presidente da Alerj, do União Brasil. O documento esclarece que a saída do ex-governador do cargo ocorreu por renúncia na véspera, e não por cassação.

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Implicações da decisão e futuro do mandato tampão

Ao constatar que não houve uma punição eleitoral que justificasse a perda do cargo, a Corte Eleitoral afastou a possibilidade de realizar uma eleição direta para preencher o mandato provisório. Contudo, a palavra final sobre o tema ainda cabe ao Supremo Tribunal Federal, que está analisando o caso.

Situação atual do julgamento no STF

Atualmente, o julgamento no STF encontra-se suspenso devido a um pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino. Ele considerou essencial a publicação do acórdão do TSE para poder avaliar se houve, de fato, uma cassação de mandato.

No plenário do STF, o placar aponta para a eleição indireta para o mandato tampão, com votos favoráveis. No entanto, o ministro Cristiano Zanin abriu uma divergência, defendendo a realização de eleições diretas.

Argumentos e posicionamentos dos ministros

Para Zanin, a renúncia de Cláudio Castro teria sido uma estratégia para evitar a cassação e, consequentemente, permitir que o sucessor fosse escolhido pela própria Alerj. O julgamento só será retomado após a devolução do pedido de vista de Flávio Dino.

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Apesar da suspensão, três ministros já apresentaram votos antecipados, motivados pela urgência da situação. O placar atual mostra: Eleições diretas defendidas por Cristiano Zanin; Eleições indiretas defendidas por Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia.

Contexto da Condenação Anterior

É importante lembrar que, em 24 de março, o TSE havia condenado o ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade. A acusação se baseou em fraude eleitoral por abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022 no Rio de Janeiro.

A investigação apontou para contratações temporárias realizadas pelo governo estadual, utilizando a Ceperj e a UERJ. Pouco antes do julgamento ser retomado, Castro renunciou ao mandato na segunda-feira, 23 de março de 2026. Em entrevista, ele expressou confiança, afirmando que sairia com a cabeça erguida e liderando as pesquisas para o Senado.

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