Gilmar Mendes pede desculpas, mas mantém críticas a Romeu Zema após polêmica no X

Gilmar Mendes pede desculpas por menção a homossexualidade em críticas a Zema
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, utilizou seu perfil no X na última quinta-feira, dia 23 de abril de 2026, para pedir desculpas por ter sugerido que a menção a “homossexual” poderia ser considerada uma ofensa. A declaração ocorreu após ele questionar, em entrevista ao portal Metrópoles, se seria apropriado retratar o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, como um “boneco homossexual”.
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Reconhecimento do erro e manutenção das críticas
Gilmar Mendes admitiu ter cometido um equívoco, mas manteve suas críticas às sátiras feitas contra Zema. Em sua publicação, o decano da Corte afirmou: “Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la.
E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”.
Contexto das críticas e o uso de IA
Durante a entrevista, o ministro criticou vídeos divulgados por Zema nas redes sociais. Esses vídeos apresentavam magistrados retratados por bonecos criados por inteligência artificial. Gilmar questionou a natureza dessas representações, perguntando: “Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual.
Será que não é ofensivo? É correto brincar com isso?”.
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Reações de Romeu Zema
Em resposta, Zema havia declarado na quinta-feira, dia 23 de abril, que Gilmar Mendes teria exposto ao Brasil seu “mais puro preconceito”. O pré-candidato, em seu perfil no X, afirmou que suas críticas “só ofende quando tem fundo de verdade” e declarou estar com a “consciência tranquila”.
Escalada de tensões institucionais
O atrito entre as figuras públicas se intensificou após Gilmar Mendes solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, informações sobre um inquérito de fake news. O pedido estava relacionado a um vídeo da série “Os Intocáveis”, onde fantoches satirizavam tanto Gilmar quanto o ministro Dias Toffoli.
Detalhes do conflito
Na sátira, o boneco de Toffoli pedia a suspensão da quebra de sigilos determinada pela CPI do Crime Organizado. Em contrapartida, o fantoche de Gilmar Mendes pedia uma estadia em um resort ligado à família de Toffoli. Moraes encaminhou o caso à PGR, que passou a analisar o procedimento sob sigilo.
Anteriormente, Gilmar havia dito ao Metrópoles que não havia “disputa” com o ex-governador, classificando o diálogo como uma “perda de tempo”.
O ministro do Supremo reforçou, ainda, que o Estado de Direito responderá sempre que houver ofensas que mereçam crítica judicial.
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