Trump Propõe Acordo de Paz entre Irã e Israel com Aliados Regionais

Trump propõe acordo de paz entre Irã e Israel com apoio de aliados! 🤯 Em 2026, presidente Trump defende normalização com Irã via Acordos de Abraão. Arábia

12/06/2026 02:10

3 min

Trump Propõe Acordo de Paz entre Irã e Israel com Aliados Regionais
(Imagem de reprodução da internet).

Trump Liga Normalização com Israel a Acordo de Paz com Irã

Em 27 de março de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu que um eventual acordo de paz com o Irã poderia depender da adesão de aliados de Washington no Oriente Médio aos Acordos de Abraão, iniciativa diplomática focada na normalização das relações entre Israel e outros países da região.

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Durante uma reunião na Casa Branca, Trump afirmou que nações como Arábia Saudita e Catar deveriam participar do acordo. “Não tenho certeza se devemos fechar o acordo se eles não assinarem para se juntar aos Acordos de Abraão”, declarou o presidente norte-americano.

Segundo Trump, o tema foi discutido também em uma conversa telefônica com representantes de Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Paquistão e Turquia, durante as negociações sobre o conflito com o Irã.

“Gostaríamos que eles se somassem aos Acordos de Abraão. Seria algo histórico se o fizessem e, sinceramente, penso que nos devem isso. Acredito que seria realmente um sinal tremendo, e penso que esses países devem isso”, afirmou o presidente dos EUA.

A possível normalização das relações entre Arábia Saudita e Israel representaria uma mudança significativa no cenário geopolítico do Oriente Médio. O governo saudita, por sua vez, condicionava o avanço desse processo à criação de um caminho viável para o estabelecimento de um Estado palestino.

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Durante o governo de Joe Biden, também houve esforços para ampliar os Acordos de Abraão com a participação da Arábia Saudita. No entanto, as negociações perderam força após os ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 e o subsequente início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

Os Acordos de Abraão foram lançados durante o primeiro mandato de Trump e resultaram na formalização das relações diplomáticas entre Israel e Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Sudão e Marrocos. Trump expressou insatisfação com o andamento das negociações com o Irã e reiterou a possibilidade de uma nova ofensiva militar contra o país, durante a reunião com seu gabinete na Casa Branca.

“O Irã tem muita vontade de chegar a um acordo. Até agora não chegamos lá. Não estamos satisfeitos com isso, mas estaremos ou teremos simplesmente que terminar o trabalho”, afirmou o presidente americano. Trump também mencionou a importância de não pressa para chegar a um entendimento antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro.

O presidente americano minimizou os impactos eleitorais das negociações, citando o resultado das primárias republicanas realizadas no Texas nesta terça-feira, como sinal de força política do Partido Republicano.

Estados Unidos e Irã intensificaram contatos diplomáticos na última semana, por meio de mediadores do Paquistão, buscando encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro e retomar a circulação marítima no Estreito de Ormuz. A televisão estatal iraniana divulgou um suposto rascunho de pré-acordo, que previa a reabertura do estreito e a postergação das negociações sobre o programa nuclear iraniano.

A Casa Branca classificou o memorando iraniano como falso. O rascunho previa o compromisso do Irã em restabelecer o fluxo comercial marítimo no estreito de Ormuz em um mês, em coordenação com Omã, além de suspender restrições a portos e navios iranianos e retirar forças militares das proximidades do território iraniano.

As negociações sobre o programa nuclear ocorreriam após a retomada do tráfego marítimo.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que ainda existem divergências entre os lados no texto preliminar das negociações, exigindo “alguns dias” adicionais de conversas diplomáticas.

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