Ebola: EUA impõem restrições severas a viajantes após surto na África Central

Os Estados Unidos implementaram medidas restritivas após o aumento do surto de ebola na África Central, afetando a República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul. A decisão, anunciada no início da semana, recomenda que cidadãos americanos evitem viajar para esses países.
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A partir de quinta-feira (21), o Departamento de Segurança Interna estabeleceu regras específicas para viajantes que retornarem, visando a segurança da saúde pública.
Cidadãos americanos e residentes permanentes legais (LPRs) que estiveram na República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias devem retornar exclusivamente pelo Aeroporto Internacional Washington Dulles (IAD) para passar por uma triagem de saúde intensificada.
Essa medida é uma resposta direta ao surto de ebola, coordenada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) do Departamento de Segurança Interna (DHS). A triagem visa garantir a detecção precoce e o controle da propagação da doença.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou preocupação com o surto de ebola na segunda-feira (18). O CDC avaliou o risco imediato para a população americana como baixo, mas reafirma o compromisso de monitorar a situação em evolução e ajustar as medidas de saúde pública conforme necessário.
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A agência continuará a avaliar a situação e a fornecer atualizações regulares sobre o surto.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no domingo, 17, que o surto de ebola no Congo e Uganda representa uma emergência de saúde pública de importância internacional. O surto, que se concentra na província de Ituri, no Congo, já resultou em 336 casos suspeitos e 88 mortes até sábado. É importante ressaltar que este é o terceiro registro da variante do vírus Bundibugyo, que apresenta desafios adicionais devido à falta de tratamentos ou vacinas aprovadas.
Embora mais de 20 surtos de ebola tenham ocorrido no Congo e Uganda, incluindo 17 no Congo desde 1976, o surto atual é único devido à identificação do vírus Bundibugyo. As autoridades de saúde continuam a monitorar de perto a situação, buscando compreender melhor a dinâmica do surto e implementar medidas de controle eficazes.
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