TCU Aponta Riscos e Exige Plano de Legado para Copa Feminina de 2027

TCU alerta para riscos na Copa Feminina de 2027, exigindo plano de legado com metas e acompanhamento permanente

19/06/2026 20:50

2 min

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TCU Aponta Riscos e Exige Plano de Legado para Copa do Mundo Feminina de 2027

Brasília, 26 de Outubro de 2024 –

O Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu um relatório detalhado sobre os riscos da realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, a primeira edição do evento a ser sediada no país. O documento, divulgado em 24 de outubro de 2024, destaca a necessidade de coordenação entre os diversos atores envolvidos e a elaboração de um plano de legado social e esportivo abrangente.

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O relatório, elaborado pelo ministro Jhonatan de Jesus, aponta falhas no planejamento, incluindo a ausência de protocolos contra assédio e racismo nos estádios e a fragilidade do planejamento de legado do torneio. O TCU exige que o Ministério do Esporte elabore um Plano Nacional de Legado da Copa do Mundo Feminina com metas, fontes de financiamento e mecanismos permanentes de acompanhamento em até 180 dias.

O Tribunal ressalta a importância do enfrentamento de assédio e acolhimento de vítimas dentro dos estádios, mencionando a falta de Salas Lilás – espaços de acolhimento para mulheres vítimas de violência ou assédio – em arenas brasileiras.

O tema é debatido há uma década, com a primeira sala inaugurada oficialmente apenas em 2024, e o tratamento desigual entre os estádios é motivo de preocupação.

O TCU busca “atuar preventivamente” na fiscalização da organização do torneio, visando evitar problemas de legado e orçamentários como os ocorridos em 2014 (Copa do Mundo) e 2016 (Jogos Olímpicos). O Tribunal enfatiza a importância de uma governança eficiente, com planejamento antecipado, eventos-teste e definição clara de responsabilidades.

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Tensão entre FIFA e Arena Mané Garrincha

A FIFA e a Arena BSB, responsável pelo estádio Mané Garrincha, enfrentam tensões quanto às exigências para a Copa do Mundo Feminina de 2027. A diretora-executiva de futebol da FIFA, Jill Ellis, enviou uma carta argumentando que o estádio não estava dando as garantias de que os problemas encontrados na vistoria seriam sanados, sob o risco de exclusão da programação.

A principal disputa diz respeito ao uso de camarotes, onde a FIFA exige a disponibilização de todas as instalações, enquanto o estádio argumenta que muitos já foram alugados. Outro ponto de atrito é a troca do gramado, que deve ser feita até 50 dias antes da Copa, considerando que o estádio foi reformado pela última vez em 2014.

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