Tarifa Branca reduz gastos com carros elétricos em até 76%

Tarifa Branca e Veículos Elétricos: Economia de Até 76% com Carregamento em Horário de Baixa Demanda
Uma pesquisa da TR Soluções revelou que a Tarifa Branca, combinada com o carregamento de veículos elétricos durante a madrugada, pode reduzir os gastos dos proprietários em até 76% e aumentar a viabilidade econômica dos veículos. Segundo Helder Sousa, diretor de Regulação da TR Soluções, “A viabilidade microeconômica da eletromobilidade passa a estar intrinsecamente ligada à discricionariedade do consumidor sobre seus horários de recarga”.
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Como Funciona a Tarifa Branca
A Tarifa Branca divide os valores aplicados ao consumidor em três faixas horárias: horários fora de ponta, horários de ponta e horários intermediários. O modelo da TR Soluções demonstra que o veículo elétrico já é mais econômico do que veículos movidos a etanol ou gasolina, mesmo sob a tarifa convencional.
Cálculos e Economias
O estudo considera o rendimento urbano de 6 km/kWh para veículos elétricos, 12 km/l para veículos movidos a gasolina e 8,5 km/l para o etanol. Para os cálculos, foram considerados o preço de R$ 6,29 por litro para a gasolina, R$ 4,21 por litro para o etanol e as tarifas de baixa tensão da Cemig, levando em conta a incidência de ICMS (18%), PIS/Pasep (1,25%) e Cofins (5,75%).
Com esses valores, considerando uma distância percorrida de 1.000 quilômetros por mês, o gasto mensal com veículos a combustão fica entre R$ 495 com o uso de etanol e R$ 524 para carros movidos a gasolina. Os veículos elétricos, mesmo sob o regime padrão de tarifas, apresentaram um custo mensal de R$ 197, o que representa uma economia de 62% em relação à gasolina.
Ainda assim, o carregamento durante a madrugada com a aplicação da Tarifa Branca, restringindo a recarga ao período entre 23h e 8h, resultou em um gasto de R$ 126, uma economia de aproximadamente 76% em comparação ao custo de um veículo movido a gasolina.
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Cenários e Otimização
Considerando um cenário crítico, caracterizado pelo carregamento durante os períodos de pico, o custo mensal foi elevado para R$ 355, ficando apenas 32% abaixo do valor registrado para veículos movidos a gasolina. Helder Sousa ressalta que a calibração precisa dos horários de recarga funciona como um mecanismo de gestão de ativos, otimizando o fator de utilização da infraestrutura de e.
O estudo ainda destaca que, nesse cenário, é possível postergar a necessidade de expansão dessa capacidade. Entretanto, também alerta que o carregamento desordenado e concentrado pode sobrecarregar subestações e alimentadores locais nos horários de pico.
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