Soldados israelenses detidos após destruir crucifixo no Líbano: o que aconteceu?

Soldados israelenses detidos após destruir crucifixo no Sul do Líbano! Saiba como a profanação gerou condenações de líderes mundiais.

21/04/2026 18:44

3 min

Soldados israelenses detidos após destruir crucifixo no Líbano: o que aconteceu?
(Imagem de reprodução da internet).

Soldados Israelenses Detidos Após Destruição de Crucifixo no Sul do Líbano

As forças armadas de Israel tomaram uma atitude rigorosa, retirando dois soldados do serviço de combate e colocando-os em detenção militar por um período de 30 dias. A medida veio após os militares destruírem um crucifixo localizado no sul do Líbano, conforme noticiado nesta terça-feira, dia 21.

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Uma fotografia que mostrava um soldado israelense utilizando o lado cego de um machado em uma escultura caída de Jesus na cruz gerou uma onda de condenações. Essas críticas vieram de políticos israelenses, dos Estados Unidos e de líderes religiosos na segunda-feira, dia 20.

A Origem das Imagens e a Investigação Militar

A imagem controversa foi divulgada por Younis Tirawi, um repórter palestino. Ele também havia compartilhado outras fotos que apontavam para uma suposta má conduta de soldados israelenses na Faixa de Gaza.

Detalhes do Incidente

Um comunicado militar revelou que uma investigação sobre o ocorrido confirmou que um dos soldados danificou um símbolo religioso cristão, enquanto o outro estava fotografando o ato. Segundo a declaração, seis outros militares estavam presentes, mas não intervieram ou agiram.

Os militares israelenses informaram que já estavam trabalhando com a comunidade local para providenciar a substituição da estátua danificada. O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, classificou a profanação como uma falha moral e uma conduta inaceitável.

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Contexto das Sanções Militares e Situação no Líbano

Grupos de direitos humanos apontam que esse tipo de punição é incomum dentro das forças armadas israelenses. Em 2025, o grupo de monitoramento de conflitos Action on Armed Violence reportou ter descoberto que Israel havia encerrado ou deixado sem solução 88% dos casos de suposta má conduta em Gaza e na Cisjordânia.

A Verificação da Imagem e o Conflito Regional

Em um caso mais recente, foram retiradas as acusações contra soldados acusados de abuso sexual de um detento de Gaza. A Reuters confirmou que a foto em questão foi tirada em Debel, um dos poucos vilarejos no sul do Líbano onde os moradores permaneceram durante uma campanha militar israelense contra a milícia Hezbollah, que recebe apoio do Irã.

A ofensiva começou em 2 de março, após o grupo disparar foguetes contra Israel em apoio ao Irã. Debel é uma das dezenas de vilas no sul do Líbano que atualmente estão sob ocupação israelense efetiva. Israel e Líbano haviam acordado, na quinta-feira, dia 16, um cessar-fogo mediado pelos EUA, visando interromper os combates entre Israel e o Hezbollah.

Tensão Sectária e Operações Militares

Uma autoridade israelense havia dito anteriormente à Reuters que as aldeias cristãs no sul do Líbano não receberam ordens de retirada, diferentemente das aldeias muçulmanas xiitas. Essa situação gerou preocupações entre parlamentares libaneses, que temem que as ações israelenses possam agravar as tensões sectárias na região.

O exército israelense tem realizado demolições em vilarejos do sul, alegando que suas ações visam a infraestrutura pertencente ao Hezbollah.

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