Renúncia de Piero Corvetto Salinas em meio a tensões eleitorais no Peru em 2026?

Renúncia do Chefe do ONPE em Meio a Tensões Eleitorais
Piero Corvetto Salinas, chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), renunciou ao cargo nesta terça-feira, dia 21. A decisão ocorreu em um contexto de crescente pressão pública sobre os resultados das eleições gerais, que apresentaram atrasos significativos.
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Salinas divulgou sua carta de demissão por meio da plataforma X. Em momentos anteriores, ele já havia admitido os contratempos logísticos no processo eleitoral, mas manteve a negativa sobre qualquer ocorrência de irregularidades.
Alegações de Fraude e Revisão de Votos
Os atrasos na divulgação dos resultados oficiais alimentaram alegações de fraude por parte de diversos candidatos. Isso levou a pedidos formais de substituição do chefe do ONPE por figuras proeminentes do meio empresarial e parlamentar.
Após o pleito realizado em 12 de abril, observadores da União Europeia (UE) reportaram não terem encontrado provas de fraude no processo eleitoral peruano. Contudo, a situação permaneceu tensa.
Revisão de Cédulas e Impacto nos Resultados
Na segunda-feira, dia 20, as autoridades eleitorais do Peru iniciaram a revisão de milhares de cédulas. Essa checagem foi motivada por inconsistências, ausência de dados ou erros encontrados nas folhas de contagem.
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Esse procedimento de revisão acabou por postergar ainda mais a divulgação dos resultados finais. Segundo o Júri Nacional de Eleições (JNE), o resultado do primeiro turno da eleição presidencial deve ser divulgado até o dia 15 de maio.
Situação da Apuração e Liderança dos Candidatos
A apuração oficial dos votos mal apresentou mudanças desde a última sexta-feira, dia 17. Com quase 94% das cédulas já contabilizadas, a candidata Keiko Fujimori liderava com aproximadamente 17% dos votos, conforme dados da ONPE.
Roberto Sánchez, congressista de esquerda, e Rafael López Aliaga, ultraconservador, mantinham uma disputa acirrada pelo segundo lugar. Eles apresentavam 12,0% e 11,9% dos votos, respectivamente. Essa diferença de cerca de 14.000 votos ainda é considerada volátil.
As informações foram reportadas por agências de notícias, como a Reuters, acompanhando de perto o desenrolar do pleito.
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