Sistema Campo Limpo Alcança Recorde Histórico na Reciclagem de Embalagens
No ano passado, o Sistema Campo Limpo, programa de logĂstica reversa para resĂduos do agronegĂłcio brasileiro, registrou um volume impressionante de reciclagem: quase 76 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrĂcolas foram entregues para reciclagem.
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Esse número representa o maior volume já alcançado no programa e um aumento significativo de 11% em comparação com 2024. Essa trajetória ascendente demonstra o crescente engajamento do setor.
EstatĂsticas do Programa
Desde sua criação em 2002, o Sistema Campo Limpo já recolheu e destinou para nova utilização a impressionantes 902 mil toneladas de embalagens vazias. O programa continua a evoluir, buscando otimizar a coleta e o destino final desses resĂduos, um desafio constante no setor agrĂcola.
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Reciclagem e Novos Produtos
Atualmente, 92% das embalagens recebidas sĂŁo recicladas e reutilizadas na fabricação de 38 produtos diversos, muitos dos quais fazem parte do nosso dia a dia nas cidades. A resina obtida a partir da reciclagem Ă© utilizada na produção de sinalização de trânsito, cruzetas para postes de energia e tubulações de esgoto, alĂ©m de novas embalagens para defensivos agrĂcolas.
Apenas o que não pode ser reutilizado é encaminhado para incineração.
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Compromisso e Desafios Futuros
Segundo Marcelo Okamura, diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), “o sistema prova que, quando todos assumem sua parte, Ă© possĂvel gerar resultados concretos para o meio ambiente e para a sociedade”.
O sucesso do programa depende do compromisso dos produtores rurais, que realizam a “trĂplice lavagem” no campo e devolvem as embalagens corretamente apĂłs o uso. AlĂ©m disso, 411 unidades de recebimento e 256 associações de revendas e cooperativas desempenham um papel crucial no recolhimento das embalagens.
Okamura ressalta que o avanço do programa enfrenta desafios importantes, especialmente na expansĂŁo da logĂstica reversa em regiões mais distantes e de menor densidade agrĂcola. “Continuamos investindo na construção e modernização de unidades, no aprimoramento de processos e em soluções logĂsticas que permitam ampliar o acesso dos agricultores”, conclui.
