Santander Brasil: CEO Mantém Meta de Rentabilidade em Tempos de Queda no Lucro

Santander Brasil Mantém Meta de Rentabilidade Apesar de Queda no Lucro
A poucos meses de deixar o comando do Santander Brasil, o atual CEO, Mario Leão, reafirmou nesta quarta-feira, 29, que a meta de rentabilidade do banco permanece firme, mesmo com um trimestre que apresentou queda no lucro e recuo no retorno sobre o patrimônio (ROE).
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A situação ocorreu em meio à divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026, que revelaram um lucro líquido de R$ 3,788 bilhões, uma diminuição de 1,9% em relação ao ano anterior e de 7,3% em comparação com o trimestre anterior.
Desafios e Perspectivas
Apesar do resultado aquém das expectativas, Leão manteve a ambição de alcançar um ROE próximo ou acima de 20% até 2028, uma meta que será passada para a próxima gestão, liderada por Gilson Finkelsztain. O executivo atribuiu o desempenho mais fraco do trimestre ao movimento positivo de aumento do lucro antes dos impostos, o que, por sua vez, elevou a carga tributária e impactou o lucro líquido.
“Pagar imposto é bom sinal”, afirmou Leão. “É sinal de que eu estou oferecendo mais, estou gerando mais atividade orgânica”. Ele explicou que o crescimento dessa linha elevou a carga tributária e pressionou o lucro líquido, o que ajuda a explicar a queda da rentabilidade no período. “É um efeito matemático: mais lucro antes dos impostos gera proporcionalmente mais impostos”, disse.
Reversão Esperada
Leão detalhou que o recuo do ROE está ligado a dois fatores: o aumento do patrimônio líquido, devido à distribuição de apenas metade dos lucros no ano anterior, e a redução do lucro líquido no trimestre, impactada pela maior carga tributária.
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Ele expressou a expectativa de que os próximos trimestres reverterão essa dinâmica, com o lucro líquido superando o de 2021, quando assumiu o comando do Santander Brasil.
“Garanto que nós vamos ter um lucro anual maior do que 2021. O ROE [de 20%] ainda não”, afirmou. A estratégia para alcançar esse objetivo passa por manter o crescimento da operação orgânica, o que impulsiona o lucro líquido, e acelerar a absorção de créditos tributários, liberando capital para novas operações.
Transição e Legado
Leão demonstrou confiança na trajetória de médio prazo, reforçando que a meta de ROE de 20% continua válida e factível até 2028. Ele enfatizou que participa da construção dos resultados de 2026, mesmo com a transição em curso, e se sente corresponsável pelo legado deixado. “O conceito de entregar um banco melhor do que você recebeu é fundamental”, disse.
Leão deixará o cargo após um ciclo iniciado em 2021, período em que o banco avançou na diversificação de receitas, na transformação operacional e no foco em rentabilidade sustentável. A transição, segundo o banco, ocorre de forma planejada, com o objetivo de garantir continuidade estratégica.
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