Ibovespa em Queda: Vale Desce, Cenário Internacional e Petrobras em Alta

Ibovespa Recua e Investidores Acompanham Cenário Internacional
O Ibovespa teve uma sessão de quarta-feira, 29 de maio de 2026, marcada por uma queda significativa, impulsionada principalmente pela ação da Vale. A gigante brasileira do setor de mineração registrou uma desvalorização de quase 3% em suas cotas, um movimento que pesou sobre os negócios do índice.
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Essa queda se deu em um contexto de cenário internacional complexo, com o real em alta e o preço do petróleo em ascensão no mercado global.
Investidores estrangeiros, que haviam impulsionado a bolsa brasileira no primeiro trimestre do ano, têm reduzido seus investimentos na B3. A partir do dia 15 de abril, o fluxo de saída acumulou um valor negativo de R$ 7,5 bilhões até o dia 27 de maio (último dado disponível).
Apesar desse cenário de saída, o mês de abril ainda apresenta um saldo positivo de R$ 8,2 bilhões, refletindo um desempenho geral mais favorável.
Petrobras em Ascensão e Crise no Oriente Médio
Enquanto isso, as ações da Petrobras continuaram a subir, impulsionadas pelo aumento do preço do barril do petróleo Brent, que se aproximou dos US$ 120. A situação tensa entre Estados Unidos e Irã, com o Estreito de Ormuz fechado há mais de dois meses, contribui para a pressão alista sobre os preços do petróleo, sem sinais de resolução imediata.
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Bruno Cordeiro, especialista em Inteligência de Mercado da Stonex, comentou sobre a mudança no comportamento dos investidores, que estão adotando uma postura mais cautelosa em relação às negociações diplomáticas. Ele acredita que essa mudança deve continuar a impulsionar os preços do petróleo. Às 10h27 (horário de Brasília), o Ibovespa operava com uma queda de 0,7%, aos 187.306 mil pontos, zerando os ganhos acumulados no mês, após ter atingido máximas históricas próximas dos 200 mil pontos.
Decisões do Fed e Banco Central em Destaque
Em Nova York, as bolsas americanas abriram com estabilidade, apesar do aumento do sentimento de aversão ao risco, impulsionado pela alta do preço do petróleo. Os investidores aguardam a decisão do Federal Reserve, que deve ser anunciada às 15h (horário de Brasília).
A expectativa é que as taxas de juros não sejam alteradas, considerando o avanço da inflação e o cenário de risco global.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária do Banco Central deve se reunir por volta das 18h30. Alguns setores do mercado acreditam que a taxa básica de juros pode ser mantida, devido à inflação elevada e ao cenário de risco internacional, impactado pela Guerra no Irã.
O dólar comercial opera em leve alta, mas não ultrapassa a marca de R$ 5.
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