Santa Marta sediará encontro crucial sobre fim dos combustíveis fósseis em 2026

Santa Marta sediará Conferência Internacional sobre Transição Energética
A cidade de Santa Marta, na Colômbia, será palco, entre os dias 24 e 29 de abril, da Primeira Conferência Internacional sobre a Transição para Longe dos combustíveis fósseis. O encontro visa debater caminhos práticos para diminuir a dependência de petróleo, gás e carvão.
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Organizado pela Colômbia e Países Baixos, o evento espera a participação de mais de 50 nações, além de representantes da academia, da sociedade civil e de governos subnacionais. O objetivo principal é estabelecer um espaço intergovernamental e multissetorial para coordenar ações que acelerem a transição energética.
Significado Estratégico da Escolha do Local
A escolha de Santa Marta possui um caráter tanto estratégico quanto simbólico. A cidade portuária está historicamente ligada à exportação de carvão na Colômbia, um dos grandes produtores de combustíveis fósseis da região.
Essa definição ocorreu após negociações diplomáticas entre os países envolvidos no tema durante a COP30. A conferência busca responder diretamente à expansão contínua dos combustíveis fósseis, fator apontado como um dos principais motores da crise climática global.
Foco na Transição Justa e na Eliminação Progressiva
A proposta central do evento é avançar na eliminação gradual dessas fontes de energia. Há um foco especial em promover uma transição considerada “justa”, ou seja, que considere os impactos econômicos e sociais envolvidos no processo.
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A ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez, ressaltou que o momento é crucial. Ela comentou que o cenário global atual, marcado por rupturas, exige ações imediatas.
Desafios Geopolíticos e o Impasse Climático
Luz Dary Carmona, vice-ministra colombiana, observou que o encontro surge em um momento de grande turbulência. Ela mencionou o bloqueio em espaços multilaterais para avançar na eliminação dos combustíveis fósseis.
Irene Vélez também apontou que conflitos recentes, como os ocorridos na Ucrânia e no Oriente Médio, reforçam a ligação entre combustíveis fósseis, a volatilidade dos preços e os riscos geopolíticos.
A Pressão por Compromissos Concretos
A realização desta conferência também reflete a insatisfação de diversos países com o ritmo das negociações climáticas globais, especialmente após o impasse registrado na COP30, realizada em novembro, em Belém.
Na ocasião, Irene Vélez criticou a dificuldade em avançar com compromissos claros para reduzir o uso de combustíveis fósseis. Ela apontou que os textos não abordavam suficientemente a redução gradual dessas fontes.
Resistência e Bloqueios nas Negociações
Segundo a ministra, houve uma relutância em tratar de temas cruciais, como o roteiro para florestas e o financiamento. Propostas defendidas por mais de 40 países foram bloqueadas durante as discussões.
Vélez criticou que os países produtores de petróleo tentam focar apenas na adaptação, ignorando que a mitigação, que ataca a causa raiz, é fundamental. Ela enfatizou que a dependência dos fósseis é o problema central.
Perspectivas para o Futuro Climático
Para Vélez, a falta de progresso pode comprometer seriamente as metas climáticas globais. Ela lamentou que, após trinta anos de esforços, o mundo ainda esteja atrasado na tomada de decisões necessárias para enfrentar os problemas ambientais.
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