Sánchez em Julgamento Urgente: Acusações de Fraude Podem Mudar o Destino da Eleição Peruana

Roberto Sánchez enfrenta julgamento urgente na reta final da eleição peruana! Justiça acusa fraude em financiamento partidário. O que diz o candidato?

20/06/2026 09:10

2 min

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Sánchez Enfrenta Julgamento Urgente em Meio à Campanha Eleitoral Peruana

A justiça peruana avançou com um julgamento contra Roberto Sánchez, candidato de esquerda à presidência, acusado de fraude em financiamento de seu partido. A decisão, anunciada na sexta-feira (5), ocorreu poucos dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, que confrontam Sánchez com Keiko Fujimori.

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O juiz Adolfo Farfán decretou a persecução penal contra Sánchez, após uma audiência virtual de dois dias. O Ministério Público peruano solicitou uma pena de cinco anos e quatro meses de prisão, argumentando que o candidato recebeu mais de 57 mil dólares em doações não declaradas para atividades partidárias entre 2018 e 2020.

A defesa de Sánchez já anunciou que recorrerá da decisão, com prazo de uma semana. A acusação se baseia em inconsistências nos relatórios financeiros do Juntos pelo Peru, o partido de Sánchez, e na falta de transparência em campanhas regionais e municipais.

Detalhes do Caso e Argumentos da Defesa

O caso surgiu da alegação de que Sánchez teria recebido doações de membros de seu grupo político para atividades partidárias não declaradas ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE). A magistratura rejeitou as alegações de defesa técnica e validou a acusação.

Sánchez já havia afirmado que o caso foi arquivado em 2025 por um tribunal, devido à falta de provas da acusação sobre fraude. Ele também acusou seus opositores de tentar desacreditar sua campanha política, utilizando a chamada “mentira” para prejudicá-lo.

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Posicionamento Político e Relações Internacionais

Durante a campanha, Sánchez se apresenta como a voz dos pobres e das áreas rurais do Peru, e acusa Keiko Fujimori de liderar uma “máfia” política responsável pela instabilidade no país, que desde 2016 teve oito presidentes destituídos pelo Congresso.

Em um pronunciamento recente, Sánchez expressou o desejo de estabelecer relações “respeitosas” com o presidente americano, Donald Trump, enfatizando a importância da boa vizinhança entre as nações. Ele também defendeu a necessidade de restaurar o equilíbrio de poderes no Peru, em resposta ao uso excessivo do Congresso para destituir presidentes.

O líder esquerdista argumenta que a instabilidade política começou em 2016 e que é preciso regular a vacância do cargo do presidente para evitar o que ele chama de “desgoverno”.

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