Redução no Interesse Turístico nos EUA para o Mundial de Clubes 2026

Redução no Interesse Turístico nos EUA para o Mundial de Clubes de 2026
Os Estados Unidos enfrentam uma redução no entusiasmo em torno do Mundial de Clubes de 2026, impulsionada por preocupações com operações migratórias em estádios e áreas de torcedores, dificuldades na obtenção de vistos de turismo e o aumento dos custos de viagem decorrentes da guerra do Irã.
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Os indicadores registrados em 2025 já apontavam um cenário menos favorável.
Indicadores Negativos
A queda de 5,5% no número de visitantes internacionais em comparação com 2024 – o maior recuo em duas décadas, excluindo o período da pandemia – e a procura abaixo do esperado pelo Mundial de Clubes realizado no país, competição que teve apenas 62% dos ingressos comercializados, são pontos críticos.
Esses movimentos estão ligados, em parte, ao aumento da percepção negativa sobre os Estados Unidos em diversos países, fenômeno identificado por pesquisas realizadas desde o retorno à Presidência Donald Trump, em 2025.
Política Anti-Imigração e Resiliência do Turismo
Política anti-imigração e resiliência do turismo Donald Trump: presidente dos Estados Unidos reforçou medidas para conter a imigração no país. Kent Nishimura/AFP
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Restrições e Tensão Geopolítica
Outro fator apontado é o endurecimento das políticas migratórias adotadas pela atual administração, em um país que já possuía controles fronteiriços considerados rigorosos. A guerra do Irã, as negociações sem avanços com Teerã para encerrar o conflito e os impactos econômicos decorrentes do aparecem entre os fatores que podem reduzir o interesse de visitantes estrangeiros.
A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e outras organizações de direitos humanos divulgaram um alerta direcionado a torcedores, atletas e jornalistas, destacando a “guerra ilegal de Trump com o Irã” e a ampliação da relação de países cujos cidadãos enfrentem restrições ou proibições de entrada nos , salvo exceções previstas.
Projeções e Reservas
A estimativa para 2026 é de 70 milhões de visitantes internacionais, número inferior ao recorde de 79 milhões registrado em 2019, antes da pandemia. Segundo a consultoria Oxford Economics, o torneio deverá gerar cerca de 742 mil viagens especificamente motivadas pela competição.
No entanto, levantamento da Associação Americana de Hotéis e Hospedagens mostra que 80% dos hoteleiros consultados nas cidades que receberão partidas afirmam que o volume de reservas para as cinco semanas do Mundial está abaixo das expectativas traçadas inicialmente.
Quase 70% dos entrevistados atribuem a demanda mais fraca de turistas internacionais às restrições relacionadas aos vistos — apesar da implementação do sistema Visa Pass para acelerar o atendimento de torcedores com ingressos — e às atuais tensões geopolíticas.
Ações do ICE
O Serviço de Imigração e Controle Alfandegário dos Estados Unidos (ICE), que desde 2025 realiza operações voltadas à detenção e deportação de imigrantes sem documentação, tem intensificado suas ações. O diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa, Andrew Giuliani, afirmou que não descarta ações desse tipo durante a competição, argumentando que a segurança nacional é prioridade.
Em abril, a Human Rights Watch (HRW) advertiu que o Mundial “começará em um clima de medo” em razão das campanhas anti-imigração promovidas por Trump. A entidade informou ainda que, entre janeiro de 2025 e março de 2026, ao menos 167 mil pessoas foram detidas pelo ICE nas 11 cidades americanas que receberão jogos do torneio.
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