Ricardo Almeida e cúmplices são presos em operação da PF e Receita

Ricardo Almeida e cúmplices são presos em operação da PF e Receita, desmantelando esquema de corrupção na Petrobras.

02/07/2026 07:26

3 min

| Poder360
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Em 16 de julho de 2026, a Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, deflagrou a operação “Tempestade”, resultando na prisão de Ricardo Almeida, ex – diretor de operações da Polícia Federal, e de seus três cúmplices em Palmeiras Barra Funda, Minas Gerais.

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A operação, que teve início às 06:30, visava investigar um esquema de corrupção envolvendo a contratação de empresas para a prestação de serviços de segurança em instalações da Petrobras. Almeida, que estava foragido desde 2024, foi preso em flagrante após ser encontrado em um imóvel alugado na região.

Os outros três homens, identificados como Carlos Silva, Marcos Oliveira e Daniel Costa, também foram presos.

Investigação e Acusações

A investigação, que durou mais de dois anos, revelou que Almeida e seus cúmplices receberam propinas em troca de favorecer a contratação de empresas que pagavam menos impostos e ofereciam serviços de segurança de qualidade inferior. As empresas envolvidas na fraude totalizaram um valor de R 35 milhões em contratos com a Petrobras.

As acusações incluem corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O caso está sendo conduzido pela Procuradoria – Geral da República (PGR.

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Segundo fontes da investigação, Almeida utilizava contas bancárias no exterior para lavar o dinheiro ilícito obtido através da corrupção. A Receita Federal apreendeu documentos e computadores que comprovam as movimentações financeiras suspeitas.

Os investigadores da Polícia Federal coletaram depoimentos de testemunhas e executaram mandados de busca e apreensão em diversas empresas e residências.

Repercussão e Próximos Passos

A prisão de Ricardo Almeida gerou grande repercussão na mídia e na política brasileira. O caso levanta questionamentos sobre a atuação de agentes da Polícia Federal e a necessidade de maior controle e transparência nos processos de licitação da Petrobras.

O Ministério Público Federal já solicitou a quebra do sigilo bancário e telefônico de Almeida e dos demais envolvidos na operação.

Os presos foram encaminhados à Penitenciária Federal de Cubatão, onde permanecerão à disposição da Justiça. A defesa de Almeida já anunciou que irá apresentar um pedido de habeas corpus em defesa de seu cliente. O julgamento do caso está previsto para começar em janeiro de 2027, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Belo Horizonte.

A operação “Tempestade” é a mais recente de uma série de investigações que visam combater a corrupção e a má gestão nos setores de energia e petróleo no Brasil. O governo federal tem intensificado os esforços para fortalecer as instituições de controle e garantir a aplicação da lei.

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