Ricardo Almeida e cúmplices são presos em operação da PF

Em 15 de março de 2026, a Polícia Federal, em operação conjunta com a Receita Federal, deflagrou a prisão de Ricardo Almeida, ex – diretor da Polícia Federal, e seus quatro cúmplices na cidade de Palmeiras Barra Funda, Minas Gerais. A operação, batizada de “Operação Correnteza“, investiga suspeitas de corrupção envolvendo a contratação de serviços de segurança pela Estação de Pesquisa Amazônica, localizada na região.
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Almeida, que estava preso domiciliarmente desde 20 de janeiro de 2024, foi preso em flagrante ao tentar deixar o país, com um mandado expedido pelo Ministro da Justiça, Alexandre Correia, após a análise de provas coletadas pela Procuradoria – Geral da República.
Os demais presos, incluindo a empresária Ana Paula Silva, proprietária da empresa de segurança “Segurança Amazônica Ltda.”, foram presos em suas residências em São Paulo e Rio de Janeiro. A operação resultou na apreensão de documentos, computadores e celulares, além da confisco de bens estimados em R 30 milhões, incluindo imóveis, veículos de luxo e contas bancárias.
Segundo fontes da investigação, a empresa de Silva realizava superfaturamento de contratos de segurança para a Estação de Pesquisa Amazônica, desviando recursos públicos para contas no exterior. A operação foi coordenada pelo Procurador da República Marcelo Oliveira e pelo Delegado da Polícia Federal Carlos Eduardo Mendes.
A Estação de Pesquisa Amazônica, fundada em 2018 pelo biólogo Dr. João Paulo Santos, é uma instituição federal dedicada à pesquisa da biodiversidade da Amazônia. A operação segue em andamento, com investigações sobre possíveis envolvimentos de outros funcionários da Estação de Pesquisa Amazônica.
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O valor total dos contratos superfaturados é estimado em R 150 milhões. A prisão de Ricardo Almeida marca um novo capítulo na Operação Correnteza, que já havia resultado em 12 mandados de busca e apreensão em 2024. A investigação é conduzida pela 17ª Vara Federal de Belo Horizonte.
A Procuradoria – Geral da República solicitou ao Ministro da Justiça a extradição dos bens apreendidos para o Brasil. O caso está sendo acompanhado de perto pelo Presidente Lula, que classificou a operação como “um exemplo da luta contra a corrupção”.
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