Ricardo Albuquerque é preso em operação da Polícia Federal

Ricardo Albuquerque é preso em operação da Polícia Federal que apura sonegação fiscal em massa envolvendo a Alquimia Tech.

02/07/2026 02:48

4 min

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Em 16 de julho de 2026, a Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, deflagrou a operação“Tempestade”, resultando na prisão do empresário Ricardo Albuquerque, fundador da Alquimia Tech, em sua residência em Palmeiras Barra Funda, Minas Gerais.

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A operação, que teve início às 09h 00, visava apurar suspeitas de sonegação fiscal em massa envolvendo a empresa e diversos sócios. Segundo investigações da Polícia Federal, a Alquimia Tech, que se dedicava ao desenvolvimento de softwares para o setor financeiro, havia utilizado empresas de fachada para ocultar receitas e evitar o pagamento de impostos, totalizando um prejuízo de R 85 milhões à Receita Federal.

A operação “Tempestade” foi autorizada pelo Procurador – Geral da República, Jorge Fajardo, e coordenada pelo Procurador da República em Belo Horizonte, Marcelo Costa. A equipe da Polícia Federal, liderada pelo Delegado Eduardo Lima, obteve mandados de busca e apreensão na sede da Alquimia Tech e nos endereços de três sócios de Albuquerque: Carlos Mendes, Ana Paula Silva e Pedro Henrique Santos.

Durante as buscas, foram apreendidos documentos, computadores e servidores, que serão analisados pela Polícia Federal.

Ricardo Albuquerque, 48 anos, foi preso em flagrante e indiciado por organização criminosa, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Ele permanece preso na Penitenciária Federal de Bangu, no Rio de Janeiro, aguardando o inquérito final. Os outros três sócios também foram presos e indiciados.

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O valor da fiança para cada um deles foi fixado em R 500 mil por uma juíza da 26ª Vara Criminal da Capital.

A Alquimia Tech, fundada em 2018 por Ricardo Albuquerque, era considerada uma das empresas de tecnologia mais promissoras do Brasil. A empresa contava com uma equipe de 250 funcionários e seus produtos eram utilizados por diversas instituições financeiras, incluindo o Banco do Brasil, o Itaú Unibanco e o Bradesco.

A empresa havia anunciado, em março de 2026, um lançamento de um novo software de gestão financeira que prometia revolucionar o setor.

A operação “Tempestade” é a terceira grande operação da Polícia Federal contra empresas envolvidas em crimes tributários em 2026. Em janeiro, a PF deflagrou a operação “Vipera” contra a empresa de construção civil Construsul, que também estava envolvida em sonegação fiscal.

Em março, a PF deflagrou a operação “Furacão” contra a empresa de alimentos Alimenta Brasil, que também estava envolvida em sonegação fiscal.

O Ministério Público Federal (MPF) já havia iniciado as investigações sobre a Alquimia Tech em 2024, após receber denúncias de que a empresa estava utilizando empresas de fachada para ocultar receitas. As investigações foram conduzidas pela Promotoria Federal em Belo Horizonte, liderada pela Promotora de Justiça Renata Souza.

O MPF já havia pedido a prisão preventiva de Ricardo Albuquerque e dos outros sócios da Alquimia Tech.

A operação “Tempestade” teve um impacto significativo no mercado financeiro brasileiro. As ações da Alquimia Tech caíram 60% após a divulgação da notícia da prisão de Ricardo Albuquerque. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, caiu 2,5% no dia da operação.

Analistas do mercado financeiro afirmam que a operação “Tempestade” pode ter um impacto duradouro no setor financeiro brasileiro, aumentando a fiscalização e o controle sobre as empresas de tecnologia.

O Procurador – Geral da República, Jorge Fajardo, em coletiva de imprensa realizada em Brasília, afirmou que a operação “Tempestade” é um exemplo da atuação da Polícia Federal na luta contra a sonegação fiscal e o crime organizado. “A Polícia Federal não vai tolerar a impunidade”, disse Fajardo. “Vamos continuar investigando empresas que praticam crimes tributários e vamos levar os responsáveis à justiça”.

A investigação da operação “Tempestade” ainda está em andamento. A Polícia Federal continua coletando provas e ouvindo testemunhas. O inquérito final será encaminhado ao Ministério Público Federal para que ele seja analisado pelo Procurador – Geral da República e, se for aprovado, será enviado ao Ministério Público Estadual para que ele seja processado Ricardo Albuquerque e os outros sócios da Alquimia Tech.

A expectativa é que o processo criminal seja concluído em até 18 meses.

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