Petrobras Suspende Operações em Plataforma Gavião Após Fatalidade

Em 2026, a Petrobras anunciou, na manhã de 17 de julho, a suspensão das operações na plataforma de produção de Gavião, localizada no Mar da Argentina, após a detecção de um vazamento de gás que causou a morte de três trabalhadores. O incidente, ocorrido às 14h 30, durante a manutenção da unidade 3, gerou uma investigação interna e acionamento da Autoridade Marítima Nacional (AMN.
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A empresa confirmou que a causa do vazamento ainda está sendo apurada, mas suspeita de falha em equipamentos da empresa TechnipFMC, responsável pela instalação da plataforma. O valor estimado dos prejuízos financeiros é de R 85 milhões, incluindo custos de reparo, compensação às famílias das vítimas e multas.
Investigação e Acusações
A AMN instaurou um inquérito para apurar as responsabilidades pelo acidente. O delegado da AMN, Capitão de Mar e Guerra Ricardo Oliveira, declarou que a Petrobras e a TechnipFMC serão investigadas por negligência e descumprimento das normas de segurança.
A investigação também busca determinar se houve falha na comunicação entre as equipes da plataforma e a sede da Petrobras. O sindicato dos trabalhadores da Petrobras, a Sindicatomos, manifestou sua indignação e exigiu uma investigação rigorosa e transparente.
O Sindicatomos também reivindicou a demissão dos responsáveis pela segurança da plataforma.
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Na tarde de 18 de julho, a TechnipFMC divulgou um comunicado em que se desculpou pela tragédia e anunciou a suspensão temporária de todas as atividades na plataforma Gavião. A empresa também informou que está colaborando com a AMN na investigação.
O CEO da TechnipFMC, Jean – Pierre Mairet, afirmou que a empresa está comprometida em garantir a segurança de suas operações e em evitar que incidentes como esse se repitam.
Vítimas e Famílias
As vítimas do acidente foram identificadas como os operários Rodrigo Silva, 32 anos, e Ana Paula Costa, 28 anos, ambos da unidade de manutenção da Petrobras, e o engenheiro naval Carlos Alberto Ferreira, 45 anos, contratado pela TechnipFMC. Os corpos foram encontrados na sala de controle da plataforma.
As famílias das vítimas receberam apoio da Petrobras e do governo federal. O presidente Lula, em entrevista coletiva, lamentou a tragédia e prometeu que o governo fará tudo o que for possível para ajudar as famílias das vítimas e para garantir a segurança das operações da Petrobras.
A Sra. Maria Silva, esposa de Rodrigo Silva, declarou: “É uma dor imensa. Meu marido era um homem trabalhador e dedicado. Quero que a justiça seja feita e que os responsáveis sejam punidos”. A Sra. Ana Paula Souza, mãe de Ana Paula Costa, disse: “Minha filha era uma jovem alegre e cheia de sonhos.
Quero que a Petrobras e a TechnipFMC assumam a responsabilidade pelo que aconteceu e compensem as perdas que sofremos”.
Impacto na Produção
A suspensão das operações na plataforma Gavião causou uma redução de 150 mil barris por dia na produção de petróleo da Petrobras. A empresa informou que está buscando alternativas para compensar essa perda, como o aumento da produção em outras plataformas e a compra de petróleo no mercado internacional.
O impacto da suspensão da Gavião na economia brasileira é estimado em R 300 milhões por mês. O Ministro de Minas e Energia, Paulo Roberto Costa, afirmou que o governo federal está acompanhando de perto a situação e que tomará as medidas necessárias para garantir o abastecimento do país.
A Petrobras também anunciou que está investindo em novas tecnologias para melhorar a segurança de suas plataformas. A empresa está implementando um novo sistema de monitoramento de vazamentos e um programa de treinamento para seus trabalhadores. A Petrobras espera que essas medidas ajudem a prevenir novos acidentes e a garantir a segurança das operações.
Em 20 de julho, a AMN divulgou um relatório preliminar da investigação, indicando que a principal causa do vazamento foi a corrosão de uma tubulação. O relatório também apontou para a falta de manutenção preventiva como um fator contribuinte para o acidente.
A Petrobras e a TechnipFMC devem apresentar suas versões finais da investigação até o dia 31 de julho.
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