Prof. Zalli aponta enxaqueca vestibular como causa de tontura recorrente

A tontura, um sintoma que gera grande confusão, frequentemente leva a diagnósticos errados e tratamentos inadequados. Pacientes com episódios repetidos podem ser diagnosticados com labirintite crônica, uma condição que, na verdade, pode ter outras causas.
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Segundo o Prof. Dr. Marcelo Zalli, neurologista e professor titular da Universidade do Vale do Itajaí, o erro de diagnóstico impacta diretamente a qualidade de vida do paciente, levando a anos de tratamento ineficaz.
Contexto da Tontura e o Mito da Labirintite Crônica
A labirintite, em seu sentido médico estrito, refere – se a uma inflamação aguda do labirinto, geralmente de origem infecciosa e autolimitada. Essa condição raramente persiste por meses ou anos, mas o termo se tornou um “guarda – chuva” para descrever qualquer tipo de tontura.
Essa generalização resulta em muitas pessoas vivendo com crises recorrentes sem um diagnóstico preciso, muitas vezes devido à falta de compreensão da verdadeira causa da tontura.
A causa da tontura nem sempre reside no ouvido interno. Diversos fatores podem estar envolvidos, e identificar a origem correta é crucial para o tratamento adequado.
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A Enxaqueca Vestibular: Uma Causa Comum
A enxaqueca vestibular é uma condição neurológica relacionada à enxaqueca tradicional, caracterizada por vertigem, sensação de desequilíbrio, instabilidade ou a sensação de “cabeça leve”. Um aspecto crucial é que muitas vezes não apresenta dor de cabeça associada, o que dificulta o diagnóstico.
As crises podem durar minutos, horas ou até dias e são desencadeadas por fatores como estresse, alterações do sono, estímulos visuais ou alimentares. A falta de um quadro clássico de dor frequentemente leva a um diagnóstico errôneo.
A enxaqueca vestibular é frequentemente subestimada, tanto por pacientes quanto por profissionais de saúde, devido à sua apresentação atípica.
Diagnóstico Correto e Tratamento Diferenciado
Diferenciar uma doença do labirinto de uma condição neurológica como a enxaqueca vestibular é fundamental para um tratamento eficaz. As abordagens terapêuticas são significativamente diferentes.
Enquanto problemas do ouvido interno podem exigir medicamentos específicos ou reabilitação vestibular, a enxaqueca vestibular responde melhor a estratégias neurológicas, incluindo o controle de gatilhos, o ajuste de hábitos e, em alguns casos, medicação preventiva.
Um diagnóstico preciso pode resultar em uma melhora significativa dos sintomas, muitas vezes após anos de tentativas frustradas com tratamentos inadequados.
Importância do Diagnóstico para o Paciente
A tontura não é um sintoma homogêneo. Chamar tudo de “labirintite” pode atrasar o cuidado correto e prolongar o sofrimento do paciente.
Entender a causa real da tontura é o primeiro passo para recuperar o equilíbrio – tanto no corpo quanto na vida.
O Prof. Dr. Marcelo Zalli, CRMSC 17.333 | RQE 13.326, neurologista e especialista em enxaqueca vestibular, ressalta a importância de um diagnóstico preciso para garantir o tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida do paciente.
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