Petrobras estuda voltar à distribuição de combustíveis após 2029? Veja o que diz Magda Chambriard!

Petrobras Estuda Retorno à Distribuição de Combustíveis no Brasil a Partir de 2029
A Petrobras estuda a possibilidade de retornar ao mercado de distribuição de combustíveis no Brasil, um movimento que poderia redefinir sua estratégia após anos de desinvestimentos. Essa análise surge após a venda de ativos importantes, como a participação na Vibra Energia em 2019 e a venda de unidades para Itaúsa, Copagaz e Nacional Gás Butano em 2020.
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A presidente da estatal, Magda Chambriard, mencionou essa discussão em entrevista à EXAME. O contexto atual é marcado por grande instabilidade geopolítica e pressão constante sobre os preços dos combustíveis no país.
Decisão Estratégica em Reuniões do Conselho
Segundo a presidente, o tema já está sendo debatido em reuniões do conselho administrativo. Ela confirmou que há uma determinação no mais recente plano estratégico para avaliar o retorno da Petrobras à atividade de distribuição.
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No entanto, Chambriard foi clara ao apontar que qualquer retorno não será imediato. A possibilidade está atrelada ao término do contrato de não concorrência firmado com a Vibra, previsto para meados de 2029.
Impacto da Saída Anterior do Setor
A saída da Petrobras da distribuição em 2019 é citada pela própria presidente como um fator que diminuiu a capacidade da empresa de influenciar os preços finais para o consumidor. Antes da venda da BR Distribuidora, a estatal detinha presença direta em cerca de 27% do mercado.
Com essa participação, a Petrobras conseguia exercer maior controle sobre a formação de preços na ponta de venda. Contudo, Chambriard ressaltou que não se tratava de um monopólio, visto que o setor sempre foi competitivo.
Visão sobre a Competitividade do Mercado
A presidente argumentou que o mercado de downstream brasileiro sempre operou de maneira aberta e competitiva. Ela citou exemplos históricos, como a presença da Shell no Brasil há cem anos, e a atuação de empresas como Texaco e Esso antes mesmo da criação da Petrobras.
Atualmente, apesar de manter a maior parte da produção e refino, responsável por cerca de 70% do diesel consumido no país, a companhia não atua mais diretamente na etapa final da cadeia de suprimentos.
Críticas à Desverticalização e Próximos Passos
Chambriard também criticou o processo de desverticalização da companhia, que incluiu a venda de refinarias e gasodutos. Segundo ela, a expectativa de que essas vendas barateassem o produto final não se concretizou, gerando um ônus maior para a sociedade.
Mesmo sem o retorno formal, a Petrobras já intensificou a venda de combustíveis para grandes consumidores. A estatal firmou parcerias, como com a Vale, focando em expandir esse modelo, especialmente para o agronegócio.
Conclusão: Dependência de Estudo e Condições de Mercado
A discussão sobre o retorno à distribuição ocorre em um cenário global de maior instabilidade e sensibilidade energética. A decisão final, contudo, permanece dependente de estudos internos aprofundados e das condições de mercado. A concretização desse movimento deve aguardar o fim das restrições contratuais previstas para o final da década.
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