Petrobras elege novo Conselho e define orçamento 2026: o que esperar?

Petrobras Elege Novo Conselho de Administração e Define Orçamento para 2026
A Petrobras realizou a eleição de seu novo conselho de administração. Em assembleia, os acionistas decidiram renovar metade dos membros do órgão. O comando será assumido por Guilherme Mello, secretário executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento.
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Mello assume a presidência no lugar de Bruno Moretti, que renunciou para assumir o Ministério do Planejamento. Essa renovação ocorre em um momento sensível, visto que a estatal tem sido alvo de críticas públicas, inclusive do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Desafios do Mercado e Composição do Conselho
Um ponto de atenção para a companhia é a alta do preço do petróleo. Embora a venda de óleo cru beneficie a estatal, há uma pressão constante para que os preços dos derivados sejam controlados, evitando que a volatilidade internacional afete o consumidor brasileiro.
Estrutura e Representação no Conselho
A União manteve seis das onze cadeiras no conselho, e os minoritários garantiram quatro assentos. A eleição também marcou o retorno do advogado Marcelo Gasparino ao conselho, após sua renúncia no ano passado.
O conselho de administração, com mandato até 2028, será composto por indicados da União, como Fábio Henrique Bittes Terra, Guilherme Mello, José Fernando Coura, Magda Chambriard (CEO), Marcelo Weick Pogliese e Renato Galuppo. Os minoritários incluem Francisco Petros, José João Abdalla, Marcelo Gasparino e Rachel de Oliveira Maia.
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Posicionamentos Pós-Eleição
Francisco Petros, eleito, destacou os grandes desafios que os próximos dois anos trarão para a Petrobras. Ele mencionou a transição energética e os desafios no suprimento de equipamentos e bens de capital.
Petros avaliou que as condições financeiras do mercado, especialmente os preços de energia e combustíveis, são desafiadoras para a governança. Ele enfatizou que tempos difíceis exigem um espírito altivo para a supervisão superior.
Decisões em Assembleia: Orçamento e Dividendos
Na assembleia, os acionistas aprovaram a manutenção dos onze membros do conselho e as contas da estatal do ano anterior. Além disso, foi votada a proposta de orçamento de capital para 2026 e a distribuição de dividendos referentes a 2025.
Investimentos Previstos para 2026
A estatal propôs um investimento de R$ 114 bilhões para 2026. A maior parte desse valor, R$ 83,6 bilhões, será direcionada ao segmento de Exploração & Produção, sinalizando a prioridade da empresa nessa área.
Outros investimentos incluem R$ 19,9 bilhões para Refino, Transporte e Comercialização, R$ 7,5 bilhões para Gás e Energias de Baixo Carbono, e R$ 3 bilhões para o setor Corporativo. Essas propostas foram aprovadas com alta taxa de votos.
Resultado da Aprovação de Dividendos
Quanto aos dividendos, a proposta para o exercício de 2025 foi aprovada em 84,56%. Foi autorizado o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor total de R$ 41,2 bilhões, o que equivale a R$ 3,20 por ação preferencial e ordinária em circulação.
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