Pentágono avalia punições a aliados da OTAN por falta de apoio ao Irã? Veja o que pode mudar!

Pentágono avalia punições a aliados da OTAN por falta de apoio ao Irã. Saiba quais medidas os EUA podem tomar e o que muda para a Espanha!

24/04/2026 09:51

3 min

Pentágono avalia punições a aliados da OTAN por falta de apoio ao Irã? Veja o que pode mudar!
(Imagem de reprodução da internet).

Pentágono Avalia Punições a Aliados da OTAN por Falta de Apoio ao Irã

Um e-mail interno do Pentágono detalharia possíveis medidas que os Estados Unidos poderiam adotar contra aliados da OTAN. Essas ações seriam direcionadas a nações que, segundo o documento, não ofereceram suporte às operações americanas no conflito com o Irã.

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Entre as opções consideradas estaria a suspensão da Espanha da aliança e uma revisão da postura dos EUA em relação à declaração britânica sobre as Ilhas Malvinas, conforme relatou uma fonte ligada ao governo americano à Reuters.

Frustração com a Falta de Apoio Logístico

As diretrizes de política apresentadas na nota expressam um sentimento de descontentamento com a hesitação ou recusa de certos parceiros em conceder aos Estados Unidos direitos de acesso, base e sobrevoo (ABO) para as operações contra o Irã.

A fonte, que falou sob condição de anonimato, afirmou que o acesso ABO é considerado “apenas a base absoluta para a OTAN”. Foi mencionado que essas opções estavam sendo discutidas em altos escalões dentro do Pentágono.

Possíveis Sanções e Redução de Forças

Um dos pontos levantados no e-mail previa a suspensão de países considerados “difíceis” em termos de contribuições logísticas ou de prestígio dentro da OTAN. Questionado sobre a viabilidade de suspender um membro, um representante da OTAN esclareceu que o Tratado de Fundação da OTAN não prevê tal disposição.

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Em um tom crítico, o presidente Donald Trump havia criticado duramente os aliados por não enviarem suas marinhas para ajudar na abertura do Estreito de Ormuz, após o início da guerra aérea em 28 de fevereiro. Ele chegou a sugerir a retirada dos EUA da aliança.

Posicionamento Oficial e Ilhas Malvinas

Apesar das sugestões do e-mail, a fonte esclareceu que não há menção de que os Estados Unidos pretendam se retirar da OTAN ou fechar bases na Europa. Contudo, foi levantada a possibilidade de uma redução esperada de algumas forças americanas no continente europeu.

Ao ser consultada, a secretária de imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, reforçou a crítica presidencial, afirmando que, apesar do apoio dos EUA, os aliados “não estavam lá para nós”. Wilson acrescentou que o Departamento de Guerra garantiria opções confidenciais para assegurar que os aliados cumpram suas obrigações.

Reavaliação do Apoio às Ilhas Malvinas

O memorando também continha uma opção para reavaliar o suporte diplomático dos EUA aos territórios europeus de posse de longa data, como as Ilhas Malvinas, próximas à Argentina. Embora o Departamento de Estado confirme a administração pelo Reino Unido, a Argentina ainda reivindica o território.

O histórico entre Reino Unido e Argentina inclui uma breve guerra em 1982. Trump já havia feito críticas públicas ao primeiro-ministro britânico Keir Starmer, acusando-o de covardia por não se juntar ao conflito dos EUA contra o Irã. Inicialmente, o Reino Unido recusou o pedido de EUA para ataques a partir de suas bases, mas depois permitiu missões defensivas.

Perspectivas Futuras para a Aliança

O documento aponta para um momento de reavaliação das obrigações e do nível de comprometimento dos parceiros internacionais. A discussão interna no Pentágono foca em como manter a coesão e a eficácia da aliança militar diante de tensões geopolíticas crescentes.

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