Pais Monitoram Filhos Adultos, Aumentando Ansiedade

Pais Monitoram Filhos Adultos, Causando Ansiedade
Mais da metade dos pais monitora seus filhos adultos utilizando tecnologia digital, segundo uma nova pesquisa publicada pelo Hospital Infantil CS Mott da Universidade de Michigan, em Ann Arbor. A pesquisa investiga o impacto desse monitoramento na saúde mental dos pais e no relacionamento com os filhos.
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Monitoramento e Ansiedade Parental
Quase 25% dos pais que monitoram seus filhos adultos relataram que o acompanhamento às vezes aumenta suas apreensões em vez de tranquilizá-los. “Esse tipo de monitoramento pode alimentar e causar ansiedade nos pais, porque quando você só tem um dado, seu cérebro precisa preencher o resto”, disse Kara Alaimo, professora de comunicação na Universidade Fairleigh Dickinson, em Nova Jersey, que não participou da pesquisa. “Você precisa fazer suposições e tirar conclusões precipitadas, que podem ou não ser precisas.”
Motivações e Consequências do Monitoramento
Aproximadamente 68% dos pais disseram que usavam o rastreamento para aliviar suas próprias preocupações, 64% disseram que o utilizavam em caso de emergências e 17% disseram que era para garantir que seu filho — legalmente um adulto — estivesse em um local que considerassem seguro.
Sarah Clark, pesquisadora científica da Universidade de Michigan e codiretora da pesquisa Mott, afirmou que, em sua opinião, nenhum dos motivos justificava o monitoramento de filhos adultos.
Falta de Diálogo e Autonomia
Sem comunicação clara e limites definidos, Clark disse que o monitoramento remoto poderia não apenas prejudicar o relacionamento entre pais e filhos, mas também impedir o desenvolvimento do pensamento crítico e independente em jovens adultos. “Não estou sugerindo que todo rastreamento de localização seja ruim, mas pode facilmente entrar em um”, disse Clark.
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Monitorar filhos adultos em relação à percepção de segurança. Os dois motivos mais comuns relatados para o rastreamento — tranquilidade e em caso de emergências — destacam a importância da segurança para os pais. A nova pesquisa incluiu respostas de mais de 1.500 pais com pelo menos um filho entre 18 e 25 anos.
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