Otto Lobo é eleito presidente da CVM após polêmica votação no Senado

Otto Lobo assume a CVM após aprovação polêmica no Senado! 🗳️ Debate acalorado e questionamentos sobre casos envolvendo Banco Master e Ambipar. Saiba mais!

06/06/2026 20:30

2 min

Otto Lobo é eleito presidente da CVM após polêmica votação no Senado
(Imagem de reprodução da internet).

Indicação de Otto Lobo à Presidência da CVM Aprovada no Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, a indicação do advogado Otto Lobo para assumir a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O resultado da votação foi de 19 votos favoráveis e 4 votos contrários.

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O processo, que tramitou no Legislativo por aproximadamente quatro meses, iniciado em janeiro com o presidente do PT, teve como destaque a aprovação também da nomeação do advogado Igor Muniz para uma vaga na diretoria da autarquia, com 19 votos a favor e 1 voto contra.

Ambas as indicações foram apresentadas com pedido de urgência, buscando uma análise rápida pelo plenário do Senado, responsável por dar o aval final para as nomeações. Lobo ocupará um mandato temporário até o dia 14 de julho de 2027, preenchendo o restante do mandato do ex-presidente João Pedro Nascimento, que renunciou em julho de 2025.

Sabatina e Questionamentos na Comissão

A sabatina do indicado na comissão foi marcada por questionamentos diretos e uma votação acelerada. Senadores como Eduardo Girão (Novo-CE) e o relator Eduardo Braga (MDB-AM) interrogaram Otto Lobo sobre decisões tomadas durante seu período como presidente interino da CVM, período em que o cargo foi ocupado após a vacância do posto.

O foco das perguntas se concentrou em julgamentos da autarquia reguladora que resultaram em benefícios para o Banco Master e o grupo Ambipar.

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Otto Lobo rebateu as críticas, argumentando que suas decisões foram estritamente técnicas e que não houve intenção de favorecer empresas ou grupos empresariais. Apesar da aprovação na comissão, a indicação de Lobo gerou resistência nos bastidores de Brasília, com o Ministério da Fazenda expressando oposição à escolha feita no Palácio do Planalto.

A situação também gerou desconfiança no mercado financeiro, devido ao histórico de decisões da CVM e à influência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que negou qualquer tipo de apadrinhamento.

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