Senadores e Deputados Aceleram Votação do Redata para Atrair Bilhões

Redata: Senadores e Deputados Aceleram Pressão para Aprovação do Projeto
Uma coalizão de senadores e deputados, impulsionada pela aprovação do Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter), está intensificando seus esforços para garantir a votação do projeto no Senado Federal. O movimento, que conta com o apoio de 10 frentes parlamentares e 34 entidades do setor de tecnologia e infraestrutura, busca acelerar a aprovação antes do fim do primeiro semestre de 2026.
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A iniciativa é coordenada por altos membros do governo, que reconhecem a importância do Redata para atrair investimentos estrangeiros significativos. Empresas como Google, Amazon e Microsoft, que podem aportar bilhões no setor, dependem da aprovação do projeto para expandir suas operações no Brasil, conforme apontado pelo Poder360.
Encontros e Negociações no Congresso
Nos últimos meses, diversos congressistas, incluindo o vice-presidente do PSB, o ministro da Fazenda e o presidente da Câmara dos Deputados do Republicanos-PB, têm se reunido com o presidente do Senado, Rogerio Gallotti, para defender a pauta do Redata.
O deputado Juscelino Oliveira (PSDB-MA), líder do movimento, também se encontrou com Gallotti na terça-feira, 26 de maio de 2026, em reunião na Residência Oficial do Senado.
Adesão e Pressão por Votação Rápida
A Frente Parlamentar Mista de Telecomunicações e Soluções Digitais formalizou sua adesão ao movimento pelo Redata em um almoço com congressistas e executivos. O deputado Juscelino Oliveira defendeu que a votação deve ocorrer em junho, antes do recesso legislativo, e que não há resistência por parte do presidente do Senado, Rogerio Gallotti, devido ao calendário apertado do Congresso.
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Manifesto e Investimentos Esperados
O “Manifesto pela aprovação do Redata e pelo futuro digital do Brasil” estima que o setor de data centers do país receberá entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos, um valor comparável a US$ 3 trilhões esperados globalmente.
O Redata, inicialmente proposto como medida provisória (MP) 1.318 de 2025, busca tornar o Brasil mais competitivo ao suspender impostos sobre equipamentos e componentes de data centers, desde que sejam cumpridas exigências de investimento em pesquisa e desenvolvimento, sustentabilidade e energia limpa.
O Redata em Detalhes
O projeto do Redata (PL 278/2026) visa isentar temporariamente o Imposto de Importação, o IPI, a Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins em operações de data centers, desde que as empresas atendam a critérios de investimento em P&D, sustentabilidade e disponibilização de capacidade ao mercado interno.
Essa medida visa reduzir o custo inicial de instalação de data centers no Brasil, um dos principais obstáculos para o desenvolvimento do setor.
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