Nubank se Consolida como Favorito na Arrasca da Caixa e Busca Licença Bancária

Nubank Avança na Compra da Caixa e se Torna Favorito em Processo
O Nubank ganhou força na disputa para adquirir a operação brasileira da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Informações oficiais publicadas pelo governo de Portugal no Diário da República indicam que a fintech se tornou o principal concorrente entre os finalistas.
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A negociação, caso concretizada, resolveria um antigo impasse com o Banco Central do Brasil e permitiria que o Nubank utilizasse o termo “bank” em sua marca sem precisar de alterações.
Novo Marco Regulatório e Busca por Licença Bancária
Em novembro de 2025, o Banco Central estabeleceu uma portaria que permitia a atuação de fintechs como bancos, mesmo que não possuam licença bancária plena. Essa regra, que impactou especialmente o Nubank, que opera há 13 anos focando em pagamentos e crédito sem essa autorização, levou a empresa a anunciar em dezembro que buscaria uma licença bancária até o fim de 2026.
A aquisição da CGD Brasil surge como a rota mais rápida para alcançar essa meta e evitar uma possível mudança de marca.
Finalistas e Expectativas
Na segunda-feira, 27, o governo de Portugal confirmou que o Nubank está entre os quatro finalistas no processo competitivo pela CGD Brasil, juntamente com Garantia Capital, MD Capital e Sputnik. A fase final envolve a entrega de garantias financeiras, com expectativa de que apenas dois concorrentes avancem.
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Fontes internas apontam o Nubank como o favorito nessa disputa.
Valor da Aquisição e Motivações Portuguesas
O braço brasileiro da CGD possui ativos estimados entre R$ 1,8 bilhão e R$ 1,96 bilhão, com cerca de R$ 870 milhões em operações de crédito e um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 300 milhões. A aquisição exigirá um investimento de cerca de R$ 250 milhões por parte do comprador.
Para o governo de Portugal, controlador do banco, a venda faz parte de um processo de desinvestimento, impulsionado por compromissos com a União Europeia para reduzir sua dívida.
Etapas da Venda e Participantes
O processo de venda envolve duas etapas de garantias. Na primeira, os concorrentes apresentaram cartas-fiança de R$ 10 milhões, cujo prazo se encerrou recentemente. Na fase final, os participantes deverão assegurar o valor total de suas propostas. A exigência funciona como proteção caso o vencedor não consiga concluir o pagamento no fechamento da operação.
A conclusão da transação está prevista para 2027, após a aprovação dos órgãos reguladores no Brasil e em Portugal.
Além do Nubank, outros nomes tradicionais e investidores do mercado financeiro participam da disputa. Entre eles, Luiz Cesar Fernandes, ex-sócio de Garantia e Pactual, buscando retornar ao setor bancário. Também concorrem Mário Teixeira e Dorival Bianchi, ex-executivos do Bradesco, e Alberto Leite, dono da FS Security, que busca expandir sua atuação no mercado financeiro.
Caso vença o leilão, o Nubank não apenas resolverá o impasse regulatório, mas também consolidará sua posição como um dos maiores conglomerados financeiros do Brasil, com ativos que somavam R$ 368,5 bilhões em dezembro de 2025.
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