Nike e Adidas buscam relevância na Copa do Mundo de 2026

Nike e Adidas intensificam estratégias de marketing na Copa do Mundo de 2026, buscando recuperar relevância e consolidar posições no mercado esportivo.

01/07/2026 19:30

2 min

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A Copa do Mundo de 2026 se inicia em meio a tensões comerciais entre gigantes do vestuário esportivo, Nike e Adidas, buscando se reerguer em momentos de crise. A competição representa uma chance para a Nike recuperar sua relevância, enquanto a Adidas consolida sua posição histórica no futebol.

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Desafios da Nike e Reestruturação

Dois anos após o plano de recuperação liderado pelo CEO Elliott Hill, a Nike ainda enfrenta dificuldades em convencer investidores sobre o progresso da reestruturação. A empresa projeta vendas entre 2% e 4% para o trimestre atual, com ações acumulando desvalorização superior a 30% em 2026, segundo dados da Reuters.

A companhia prevê impulsionar vendas e reconstruir relações com varejistas, aproveitando a Copa como vitrine estratégica. A Nike equipará 12 seleções durante o torneio e lançou novos modelos da linha Mercurial, expandindo sua presença para mais de cinco mil lojas ao redor do mundo.

Estratégias de Marketing e Varejo

Em Nova York, uniformes das seleções dos Estados Unidos, Brasil e França ganharam destaque em lojas especializadas, impulsionados pela campanha global “Rip the Script”, estrelada por Kylian Mbappé e Kim Kardashian. A Nike reforça a presença da marca nos pontos de venda, buscando reconstruir o relacionamento com varejistas após priorizar vendas diretas.

A Adidas chega à Copa em posição mais confortável, sendo patrocinadora oficial, fornecendo a bola utilizada nas partidas e patrociniando 14 seleções. Os primeiros sinais do varejo indicam favorabilidade para a companhia alemã, com a JD Sports reportando alta nas vendas de camisas de México e Argentina, patrocinadas pela Adidas.

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Percepção do Mercado e Oportunidades

Apesar da exposição global, analistas da Reuters avaliam que a Copa sozinha dificilmente resolverá os problemas da Nike. O RBC Capital Markets rebaixou a recomendação para as ações da companhia, devido ao avanço lento do processo de recuperação e à insuficiência de lançamentos de produtos e do impulso da Copa.

O vice – presidente global de futebol da Nike, Camilo Andrade, ressalta que o futebol permite alcançar diversas pessoas, buscando reconstruir o relacionamento com varejistas. Para o analista da Morningstar, David Swartz, a Copa oferece uma oportunidade para trazer a marca de volta à vista das pessoas, embora os problemas da Nike não desapareçam por causa do torneio.

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