Ministro Fux usa termo polêmico em julgamento sobre racismo no STF
Ministro Fux usa termo polêmico em julgamento sobre racismo no STF. ADPF 973 busca reparação por violações aos direitos da população negra
Em 26 de novembro de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) utilizou a expressão “passado negro” durante um julgamento sobre racismo no plenário da Corte. O ministro Fux, relator do caso, corrigiu-se em seguida, referindo-se a “passado racista” e “passado de segregação contra os negros”.
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Durante o debate, o magistrado declarou: “E aqui, senhor presidente, eu começo ultrapassando esse passado negro, quer dizer, esse passado de racismo, esse passado de segregação contra os negros”.
ADPF 973 e a Busca por Políticas de Reparação
A ADPF 973, protocolada por sete partidos políticos, busca o reconhecimento de violações massivas aos direitos fundamentais e a adoção de políticas públicas de reparação para a população negra. O caso se insere em um contexto de racismo estrutural e institucional, demandando um julgamento que considerasse a apresentação de argumentos das partes e das instituições interessadas no processo.
Votos e Propostas do Ministro Fux
O ministro Fux votou pelo reconhecimento do “estado de coisas inconstitucional” e pela admissão de omissão estatal no enfrentamento das violações de direitos da população negra. Ele destacou que, devido ao racismo, a população preta e parda concentra os piores indicadores sociais, econômicos, educacionais, de saúde, saneamento, violência e encarceramento no país.
O ministro propôs a elaboração de um plano nacional de enfrentamento ao racismo, com participação do Judiciário, em até um ano.
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Contribuições do Ministro Dino
O ministro Dino acompanhou o voto de Fux, sugerindo a inclusão de campanhas públicas contra o racismo e o incentivo à presença de pessoas negras nas produções audiovisuais. Além disso, propôs a ampliação da capacitação de professores no ensino da história e da cultura afro-brasileiras.
Argumentos dos Partidos e Reivindicações
Os partidos PT, Psol, PSB, PC do B, Rede Sustentabilidade, PDT e PV ajuizaram a ADPF 973, apontando que ações e omissões do Estado negam sistematicamente os direitos constitucionais à vida, à saúde, à segurança e à alimentação digna da população negra.
Os partidos defendem que a parcela da sociedade está submetida a um processo de genocídio permanente, com destaque para a alta letalidade decorrente da violência policial e o hiperencarceramento de jovens pretos e pardos pela política antidrogas.
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