Mercosul e União Europeia formalizam acordo de livre comércio após 26 anos

Mercosul e União Europeia formalizam acordo de livre comércio após 26 anos de negociações. Acordo ratificado com apoio de Itália e outros países.

17/01/2026 4:28

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(Imagem de reprodução da internet).

Após 26 anos de negociações, o Mercosul e a União Europeia formalizaram, neste sábado (17), um acordo de livre comércio entre os dois blocos. A conclusão das negociações está prevista para dezembro de 2024. O Conselho Europeu ratificou o tratado em 9 de junho.

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Para a aprovação, era necessário o apoio de pelo menos 15 dos 27 países membros, representando pelo menos 65% da população do bloco. A posição favorável da Itália foi crucial para a formação da maioria necessária.

Apenas a França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria votaram contra o acordo. No entanto, a maioria dos demais países europeus apoiou a iniciativa, garantindo o cumprimento dos critérios exigidos nas votações do Conselho da União Europeia.

Contexto Histórico e Origens do Acordo

A ideia de um acordo entre o Mercosul e a União Europeia surgiu em resposta à iniciativa dos Estados Unidos de criar a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) em 1994, sob o governo do democrata Bill Clinton. A União Europeia buscou fortalecer suas relações comerciais com a América Latina, visando consolidar sua presença no continente.

O processo enfrentou interrupções após o fracasso da Alca em 2005. A oposição de líderes sul-americanos, incluindo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Néstor Kirchner e Hugo Chávez, que rejeitaram a Alca, também contribuiu para o desinteresse europeu em determinados momentos.

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Retomada das Negociações

A retomada significativa das conversas ocorreu após 2016, com a ascensão de Donald Trump nos EUA. O republicano adotou uma postura protecionista e fragilizou o sistema multilateral de comércio, impondo tarifas contra diversos parceiros, incluindo a UE.

Diante dessa situação, os europeus relançaram o acordo com o Mercosul. Um tratado de associação foi concluído rapidamente em 2019, com o apoio de Jair Bolsonaro (no Brasil) e Mauricio Macri (na Argentina), embora não tenha sido ratificado devido a pressões protecionistas europeias.

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