Massacre de Tiananmen: 37 Anos de Silêncio e Relembrando o Massacre em Pequim

37 Anos de Silêncio: O Massacre de Tiananmen Relembrado
Nesta quinta-feira, 4 de junho de 2026, o mundo recorda 37 anos após o evento conhecido como Massacre da Praça da Paz Celestial, também chamado de Tiananmen. O episódio, marcado pelo ataque de tropas chinesas a manifestantes desarmados, continua a gerar debates e lembranças, apesar da ausência de reconhecimento oficial por parte do governo da China.
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Apesar da falta de números oficiais divulgados pelo Partido Comunista Chinês, estimativas não confirmadas apontam para um número de mortos na casa dos milhares, resultado da concentração de pessoas na praça Tiananmen, em sua maioria estudantes, que protestavam por reformas políticas em 1989.
A data do aniversário do massacre não teve destaque nos principais jornais estatais chineses, sendo lembrada por meio de manifestações de grupos contrários ao governo e organizações de direitos humanos.
Reações Internacionais e a Persistência da Memória
Na terça-feira, 3 de junho, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, publicou um comunicado em que condenou a ação do PCC, afirmando que “milhares de manifestantes pacíficos” foram mortos. A declaração reacendeu o debate sobre a repressão e a falta de transparência em relação ao número de vítimas.
O líder de Taiwan, Lai Ching-te, também se manifestou, expressando o apoio de Taiwan a aqueles que lutam pela liberdade. A organização HRIC (Human Rights in China) intensificou sua atuação nas redes sociais, divulgando informações e representando o coletivo de Mães de Tiananmen, que em 27 de maio publicou uma carta com três pedidos ao governo chinês: revelar a verdade sobre o massacre, oferecer indenização às vítimas e suas famílias, e responsabilizar legalmente os culpados.
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O Contexto Histórico e os Pedidos da Comunidade Internacional
Os protestos de Tiananmen foram impulsionados por estudantes e trabalhadores que buscavam reformas políticas e maior liberdade na China. Milhares de pessoas ocuparam a praça de Pequim por cerca de dois meses, em um período de transição política e econômica que seguiu o fim da União Soviética e as reformas de Mikhail Gorbachev.
A visita de Gorbachev a Pequim em maio de 1989, no auge dos protestos, intensificou as demandas por mudanças.
Em junho de 1989, o governo chinês decidiu encerrar as manifestações de forma violenta, com o uso de tropas e tanques. Testemunhas relataram que pessoas foram esmagadas por veículos militares e perseguidas pelas forças de segurança. A justificativa oficial do governo, liderado por Deng Xiaoping, foi que os protestos haviam adquirido um caráter “contrarevolucionário”.
O PCC nunca divulgou oficialmente o número de mortos.
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