Lula em Barcelona: “Desmascarar” opositores e incoerências da esquerda em 2026

Lula em Barcelona critica opositores e aponta falhas na esquerda! Saiba o que o presidente disse sobre coerência e o futuro da democracia.

18/04/2026 16:18

3 min

Lula em Barcelona: “Desmascarar” opositores e incoerências da esquerda em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Lula critica opositores e aponta incoerências na esquerda em evento em Barcelona

Neste sábado, 18 de abril de 2026, o presidente afirmou ser crucial “desmascarar” aqueles que alegam estar com o povo, mas cujas ações beneficiam apenas os mais ricos. A fala direcionou-se à oposição, que o petista classificou como de “extrema direita”.

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Durante a 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global, realizada em Barcelona, Espanha, Lula enfatizou a necessidade de confrontar argumentos sem receio. Ele alertou que o risco representado pela extrema direita à democracia não é apenas teórico, mas sim uma ameaça concreta.

Acusações contra a oposição e a esquerda

O presidente listou diversas acusações contra opositores, afirmando que eles desvirtuam o conceito de patriotismo e colocam a soberania nacional em risco. Lula criticou também o silêncio sobre a violência contra mulheres e o abuso infantil.

Em relação à esquerda, o mandatário apontou uma contradição: políticos desse espectro, segundo ele, conquistam votos com discursos progressistas, mas implementam políticas de austeridade, renunciando a programas sociais em nome da governabilidade.

A busca pela coerência política

Lula argumentou que, ao se tornarem parte do sistema, os políticos de esquerda não se surpreendem quando o lado oposto se apresenta como antissistema. Para o petista, o princípio fundamental para os progressistas deve ser a coerência.

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Ele ressaltou que não é possível ser eleito com um plano de governo e, posteriormente, executar outro. Manter a confiança da população é um dever, mesmo que nem todos se identifiquem como progressistas.

Agenda internacional de Lula na Europa

A viagem de Lula à Europa começou na quinta-feira, 16 de abril, e se estenderá por seis dias, com expectativa de mais de 30 acordos e anúncios com Espanha e Alemanha. Ele viajou acompanhado por uma comitiva composta por pelo menos 14 ministros e presidentes de estatais.

No sábado, 18 de abril, o presidente participou do Fórum Democracia Sempre, evento que contou com a presença de líderes como Claudia Sheinbaum (México), Gustavo Petro (Colômbia), Yamandú Orsi (Uruguai) e Cyril Ramaphosa (África do Sul).

Contexto do Fórum em Barcelona

O fórum ocorreu no âmbito da 1ª Mobilização Progressista Global, organizada pela Internacional Socialista e pelo Partido dos Socialistas Europeus, tendo o prefeito espanhol Pedro Sánchez como anfitrião. O clima do encontro foi marcado pela crítica às guerras atuais e pela crise de credibilidade da ONU.

Sánchez defendeu uma reforma do órgão e apoiou o nome da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para a Secretaria Geral em 2027, um apoio que o Brasil também buscava consolidar durante a visita. Na véspera, Lula e Sánchez firmaram acordos bilaterais sobre economia, tecnologia e política social.

Próximos passos da visita presidencial

Após os compromissos em Barcelona, a agenda do presidente o levará a seguir para Alemanha e Portugal, mantendo o ritmo intenso de reuniões e negociações internacionais.

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