Luca de Meo promete dobrar lucros da Kering e reverter queda da Gucci em Florença

Luca de Meo apresenta plano ambicioso para Kering em Florença! Saiba como ele promete dobrar lucros e reestruturar a Gucci. Clique e confira!

16/04/2026 10:45

4 min

Luca de Meo promete dobrar lucros da Kering e reverter queda da Gucci em Florença
(Imagem de reprodução da internet).

Luca de Meo Apresenta Plano Ambicioso para Kering em Florença

O CEO da Kering, Luca de Meo, prometeu elevar significativamente a margem de lucro operacional do grupo de luxo e revitalizar a atratividade de sua marca principal, Gucci. Tais medidas visam acalmar investidores apreensivos com a instabilidade econômica e o cenário no Oriente Médio.

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Em uma apresentação detalhada, que durou mais de três horas em Florença, cidade natal da Gucci, o ex-presidente da Renault garantiu que as margens de lucro seriam mais que dobradas. Além disso, ele planeja otimizar a rede de lojas e impulsionar o setor de joias da companhia.

Desafios e Estratégias para a Gucci

A Gucci, que foi responsável por cerca de 60% do lucro da Kering no ano anterior, foi historicamente a maior geradora de receita até 2023. Contudo, uma mudança no perfil do consumidor impactou negativamente o desempenho tanto da marca quanto do grupo.

“Nosso negócio tornou-se estruturalmente desequilibrado”, pontuou de Meo, ressaltando a dependência excessiva do grupo e da Gucci nos ciclos voláteis do mercado da moda.

A Reestruturação da Marca Gucci

Enquanto de Meo falava, François-Henri Pinault, acionista controlador e presidente do conselho da Kering, acompanhava de perto. Pinault havia renunciado ao cargo no ano passado devido à queda nas vendas e ao alto nível de endividamento, abrindo espaço para de Meo.

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Os resultados da Kering ficaram abaixo da média do setor de luxo. Embora as ações tenham subido mais de 40% desde o anúncio da nomeação de de Meo em junho passado, elas caíram 28% desde o pico de outubro, seguindo a tendência geral do setor.

Metas de Lucratividade e Redução de Estoque

Para se alinhar melhor aos concorrentes, dobrar o percentual de retorno operacional, que foi de 11% no ano passado, posicionaria a empresa em um patamar mais competitivo. Em seus slides estratégicos, a Kering também anunciou a meta de reduzir o estoque em 1 bilhão de euros (equivalente a US$ 1,18 bilhão) em um período de 12 meses.

A analista Chiara Battistini, do JPMorgan, observou que o comunicado carece de metas quantificadas claras para o curto prazo, sem definir receitas ou margens específicas para 2026 ou 2027.

Foco no Cliente e em Produtos de Alto Valor

De Meo comparou a Gucci a ícones italianos como a Ferrari e o Nutella. O objetivo é reformular a marca sob o comando do designer Demna, que assumiu após os estilos de Sabato de Sarno não terem alcançado o sucesso esperado.

Ele pretende tornar os estilos da Gucci novamente inconfundíveis, transformando-a em uma “organização totalmente obcecada pelo cliente”, priorizando menos lojas, mas com maior entendimento regional do consumidor. Além disso, ele prometeu aumentar a participação de artigos de couro de alta margem na receita total, visando um acréscimo de 1 bilhão de euros em vendas até 2030.

Impactos Externos e Diversificação de Receitas

O cenário geopolítico tenso é um fator que pode complicar os planos de de Meo. A Kering, assim como LVMH e Hermès, foi afetada pela escalada do conflito no Oriente Médio, iniciada com os ataques aéreos conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã no final de fevereiro.

Soliane Varlet, gestora de portfólio de ações da Mirova, comentou que “uma história de recuperação é mais fácil de executar quando o ambiente macroeconômico está em alta”. Ela apontou que a inflação afeta mais a classe média do que os consumidores mais ricos, o que pode ser um desafio para a Kering, cujas marcas visam principalmente consumidores aspiracionais.

Aumento da Participação de Joias e Óculos

Para aumentar a resiliência, de Meo foca em elevar as vendas de joias e óculos, que representam uma parcela menor do lucro total. A divisão de óculos da Kering, que também atende marcas da Richemont, como a Cartier, confirmou parceria com o Google para fabricar óculos inteligentes de luxo.

Em relação a expansões, o grupo francês declarou que adotará uma abordagem “altamente seletiva”, focando na qualidade dos produtos e das cadeias de suprimentos. Adicionalmente, a empresa anunciou a aquisição de uma participação minoritária na Icicle, marca de moda chinesa em franco crescimento.

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