Kremlin Alerta: Saída dos Emirados Árabes Unidos Ameaça Estabilidade do Opep+

Kremlin reafirma apoio à Opep+ após saída dos Emirados Árabes Unidos! Rússia vê aliança crucial para estabilidade energética global. Saiba mais.

29/04/2026 21:24

2 min

Kremlin Alerta: Saída dos Emirados Árabes Unidos Ameaça Estabilidade do Opep+
(Imagem de reprodução da internet).

O Kremlin anunciou nesta quarta-feira (29) que a Rússia manterá sua participação na Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), apesar da recente decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar o grupo. A Rússia expressou otimismo quanto à continuidade da aliança, considerando-a crucial para estabilizar os mercados energéticos em um cenário global marcado por instabilidade.

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A saída dos Emirados Árabes Unidos, anunciada na terça-feira, representou um revés para a Opep+, especialmente diante das tensões energéticas decorrentes do conflito com o Irã. Os Emirados Árabes Unidos eram um dos maiores produtores da organização, ocupando a quarta posição entre os membros da Opep+.

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a Opep+ continua sendo uma ferramenta importante para reduzir a volatilidade nos mercados de energia. Ele enfatizou que o grupo ajuda a estabilizar os preços e a minimizar as flutuações, fatores essenciais em um contexto de incertezas no setor energético global.

Peskov ressaltou que a Rússia respeita a decisão dos Emirados Árabes Unidos, mas espera que o diálogo entre Moscou e o Estado do Golfo continue, buscando fortalecer a colaboração energética. A Rússia ingressou na Opep+ em 2016, e o grupo, em conjunto, responde por quase metade da produção mundial de petróleo e líquidos de petróleo, conforme dados da Agência Internacional de Energia.

O ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, alertou que a saída dos Emirados Árabes Unidos pode levar a uma coordenação mais fraca na Opep+, com países aumentando a produção e, consequentemente, derrubando os preços do petróleo. Siluanov expressou preocupação com a possibilidade de um excesso de oferta no mercado, especialmente após a reabertura do Estreito de Ormuz, que tem sustentado os preços até o momento.

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