Justiça de São Paulo aceita denúncia de envenenamento em Ribeirão Preto; veja detalhes!

Justiça de São Paulo Aceita Denúncia de Envenenamento em Ribeirão Preto
A Justiça de São Paulo aceitou, nesta segunda-feira, 13 de maio de 2026, a denúncia formalizada pelo Ministério Público. A acusada é Larissa de Souza Batista, suspeita de envenenar o namorado com um açaí contaminado por chumbinho em 5 de fevereiro deste ano.
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O crime ocorreu em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Além de aceitar a acusação, o tribunal decretou a prisão preventiva de Larissa, justificando a medida pela gravidade do delito e pelo modo de operação empregado.
Detalhes do Processo e Acusações
A defesa de Larissa tem um prazo de dez dias para apresentar sua resposta formal à acusação. O Ministério Público sustenta que a ação foi executada com um meio cruel e dissimulado, dificultando a defesa da vítima, identificada como Adenilson Ferreira Parente.
A Imputação do Ministério Público
Embora o plano não tenha se consumado por razões externas à vontade dela, o órgão ministerial imputou a prática de sobre Larissa. A materialidade do crime está comprovada por diversos laudos.
Estes incluem o prontuário médico de Adenilson, o exame de colinesterase plasmática, o relatório de investigação e um laudo toxicológico que identificou o inseticida terbufós tanto no alimento quanto em um resíduo granulado no recipiente.
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O Contexto do Crime em Ribeirão Preto
Em 5 de fevereiro, Adenilson Ferreira Parente foi hospitalizado em estado grave após consumir o açaí adulterado na rua Professor José Coelho Gomes Ribeiro, em Ribeirão Preto. O promotor de Justiça Eliseu Berardo Gonçalves relatou que a vítima sofreu insuficiência respiratória e perda de memória, necessitando de intubação.
O Momento do Envenenamento
Segundo a denúncia do MP, no mesmo dia, Larissa fez dois pedidos de açaí no estabelecimento, um em nome dela e outro em nome da vítima. As câmeras de segurança registraram o momento em que, em frente à residência do casal, ela abriu o copo destinado ao namorado e adicionou uma substância, posteriormente identificada como o veneno terbufós.
Inicialmente, ela alegou que o conteúdo seria leite condensado, mas o MP descartou essa versão, pois o item já fazia parte da composição do produto. Larissa teria fechado o recipiente sem deixar vestígios e insistido para que Adenilson consumisse o alimento.
Investigações e Suspeitas de Motivação
O promotor Eliseu Berardo Gonçalves apontou que, apesar de não ter sido definida a motivação, Larissa agiu de maneira dissimulada, aproveitando-se do relacionamento amoroso com a vítima. A promotoria inicialmente cogitou um interesse financeiro, visto que a vítima possuía R$ 20 mil em espécie.
Contudo, o promotor esclareceu que essa linha de investigação foi descartada, pois o dinheiro não estava com Adenilson no momento em que ele ingeriu o açaí. A conclusão foi alcançada após um aprofundamento das investigações, com análise de imagens e coleta de depoimentos.
Conclusão e Próximos Passos Legais
A acusação detalha que Larissa teria adquirido o veneno previamente, inserido a substância no alimento em ambiente doméstico e dificultado a defesa da vítima, que consumiu o produto sem perceber o risco. A investigação também revelou que a denunciada resetou o celular para padrões de fábrica no dia da operação policial.
Os indícios de autoria apresentados pelo Ministério Público incluem imagens de segurança, depoimentos de familiares e funcionários do local, além dos laudos periciais. O caso segue sob análise judicial.
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