Jorge Messias enfrenta rejeição no Senado após polêmica sabatina no STF

Em uma 4ª feira (29.abr.2026) marcada por intensas discussões, o indicado do presidente (PT) para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, defendeu publicamente que não possui qualquer ligação com o diabo, em resposta a uma comparação feita pelo senador Cleitinho (Republicanos-MG) durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
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O senador Cleitinho utilizou uma metáfora sobre o céu e o inferno para ilustrar a diferença entre promessas e a realidade, mencionando Deus e o diabo. Messias esclareceu que sua relação é unicamente com Deus, expressando compreensão pela preocupação do senador e reconhecendo a complexidade da situação.
A sabatina, que durou mais de oito horas, envolveu um debate acalorado sobre a indicação de Messias, que seguiu após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso em 2025. A CCJ aprovou a indicação em votação secreta, com 16 votos favoráveis e 11 contrários, atingindo o mínimo necessário para avançar na tramitação.
A Rejeição no Plenário do Senado
Contudo, a aprovação na CCJ não se manteve no plenário do Senado. Em uma votação expressiva, Messias foi rejeitado por 34 votos a favor e 42 contra, evidenciando a forte oposição à sua nomeação.
Para ser aprovado, Messias precisava do apoio de, no mínimo, 41 dos 81 senadores, o que não foi alcançado. A votação demonstra a divisão política no Congresso Nacional em relação à escolha do novo ministro do STF.
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