Inseminação Artificial: Mercado Brasileiro de Gado Dispara com Crescimento de 15% em 2025!

Inseminação Artificial Impulsiona Gado no Brasil! 🚀 Dados ASBIA 2025 revelam crescimento de 15% no mercado. Produtores apostam na genética e exportações sobem! Saiba mais

25/02/2026 17:53

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Expansão da Inseminação Artificial Impulsiona o Mercado Brasileiro de Gado

Em 2025, o mercado brasileiro de inseminação artificial bovina apresentou um crescimento notável, com uma expansão de dois dígitos e novos recordes em diversos indicadores. Dados do INDEX ASBIA 2025, elaborado em parceria pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) e o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea/USP), revelaram um aumento de 15,57% na entrada de doses de sêmen em relação a 2024.

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Segundo Luis Adriano Teixeira, presidente da ASBIA, “registramos um crescimento consistente na produção, comercialização e exportações, confirmando a maturidade do setor e a confiança do pecuarista na genética como ferramenta de rentabilidade”.

Volume Total Disponibilizado

O volume total de doses de sêmen, incluindo produção nacional e importações, alcançou 30,3 milhões de doses para o rebanho de corte. Desses, 23,1 milhões foram produzidas no país, com um aumento de 12,46%, enquanto 7,3 milhões vieram do exterior, um crescimento de 26,71%.

Essa expansão ocorreu tanto no segmento de corte quanto no leite, com destaque para o avanço da genética leiteira.

Produção de Sêmen com Aptidão Leiteira

A produção de sêmen com aptidão leiteira cresceu 20,90% e atingiu 3,8 milhões de doses, o maior volume já registrado. “Mesmo em um cenário de maior volatilidade no leite, o produtor que busca eficiência não abre mão da genética. Ela é a base da rentabilidade futura”, ressalta Teixeira.

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Comercialização Avança e Consolida Presença Nacional

Além do volume absoluto, a taxa de adoção foi expressiva: 21,29% das matrizes brasileiras foram inseminadas em 2025, o terceiro melhor resultado da série histórica. A tecnologia esteve presente em 4.529 municípios, o equivalente a 81,31% das cidades do País.

Exportações Avançam 34% e Ampliam Presença Internacional

No comércio exterior, as exportações de sêmen bovino cresceram 34% sobre 2024. No corte, foram embarcadas 598,7 mil doses, avanço de 29%. No leite, 519,6 mil doses, alta de 41%. “Além dos números expressivos, esse desempenho reforça a posição do Brasil como referência global, especialmente nos mercados tropicais.

A genética brasileira está cada vez mais reconhecida lá fora”, destaca Teixeira.

Projeções para 2026 e 2027

A avaliação do presidente da ASBIA é que 2026 e 2027 tendem a consolidar o ciclo de alta da pecuária de corte. Com expectativa de valorização da arroba e do bezerro, a demanda por prenhez e por genética superior ganha tração. “Para produzir mais bezerros, é preciso emprenhar mais vacas.

E o produtor tecnificado sabe que faz isso com muito mais eficiência usando inseminação artificial. A genética permite acelerar o ganho de qualidade do rebanho”, afirma Teixeira.

Ele ressalta ainda o caráter estrutural do investimento. “Diferentemente de outros insumos, a genética fica na fazenda. O melhoramento que você faz hoje continua produzindo resultado nas próximas gerações. Por isso, quem começa a inseminar dificilmente volta atrás.”

Hoje, o Brasil insemina cerca de 25% das fêmeas em idade reprodutiva no gado de corte — índice superior ao observado em países como Estados Unidos e Austrália. Ainda assim, 75% do rebanho permanece fora do sistema.

“Temos um enorme espaço de crescimento. Se 25% já conseguem trabalhar com essa tecnologia, os outros 75% também podem. Esse é o mercado que sustenta a expansão de longo prazo, independentemente do ciclo”, conclui o dirigente.

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