ATP Alerta: Revogação do Decreto Ameaça Leilão e Crescimento das Hidrovias do Tapajós!

ATP Manifesta Preocupação com Retrocesso na Hidrovias do Tapajós
A Associação de Terminais Portuários (ATP) expressou grande descontentamento com a decisão do governo federal de revogar o decreto que permitia estudos técnicos para a concessão das hidrovias do Rio Tapajós. Murilo Barbosa, presidente da entidade, em entrevista à CNN Money na quarta-feira (25), destacou o impacto negativo dessa medida no setor portuário brasileiro.
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O setor enfrenta desafios logísticos significativos, especialmente na região amazônica, onde o transporte fluvial desempenha um papel crucial. A ATP via na modernização das hidrovias uma oportunidade de otimizar o escoamento da produção agrícola e o transporte de mercadorias, principalmente para a região amazônica, onde a utilização dos rios é fundamental para a comercialização de produtos.
Barbosa mencionou a criação, há dois anos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, celebrada em cerimônia no Ministério de Portos e Aeroportos, como um passo importante para impulsionar o uso das hidrovias. Ele ressaltou que, sem avanços como esse, a retomada das iniciativas de concessão se tornaria mais difícil, especialmente diante de ações como a invasão e depredação que levaram à revogação do decreto.
O impasse entre o governo federal e o Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (CITA) sobre o decreto 12.600, que autorizava a União a estudar a concessão das hidrovias dos rios Tapajós, Madeira, Tocantins e Paraguai, também foi abordado. O CITA se opôs ao que considerava uma privatização dos caminhos fluviais, argumentando que os rios não deveriam ser utilizados apenas para fins de exportação.
Após a pressão exercida, o governo federal cedeu e suspendeu o decreto. No entanto, a ATP apurou que o Ministério de Portos e Aeroportos planeja manter o cronograma para o leilão das hidrovias, previsto para o primeiro semestre de 2027. Com a concessão, segundo Barbosa, seria possível implementar uma logística mais econômica.
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O presidente da ATP comparou a situação com uma estrada em mau estado, necessitando de reparos constantes para garantir o fluxo de veículos. Da mesma forma, a hidrovia do Tapajós exige a remoção de bancos de areia e a realização de dragagens em pontos críticos para evitar problemas de navegabilidade, especialmente durante a seca, como a observada em 2024, quando a navegação chegou a ser paralisada por cerca de um mês.
“É como se nós tivéssemos uma estrada de rodagem e seis locais com buracos que nós precisemos recapiar, tapar os buracos para permitir um fluxo normal dos carros e dos caminhões”, ponderou Barbosa.
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