IFUSP Ameaça: Alunos em Greve Correm Risco de Perder Semestre Letivo

IFUSP emite alerta sobre perda de semestre para alunos em greve
A diretoria do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP) emitiu um comunicado formalizando uma posição firme em relação à greve estudantil. O alerta, publicado em seu canal de comunicação oficial, indica que alunos que continuarem em paralisação das aulas a partir de segunda-feira, 25, correm o risco de perderem o semestre letivo.
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Para os estudantes calouros, a situação é ainda mais grave, com a possibilidade de cancelamento imediato das matrículas.
Cenário de Tensão e Negociação
O comunicado da IFUSP detalha que, com a continuidade da paralisação e a falta de sinais de mudança no calendário escolar, os alunos de graduação enfrentarão a perda do semestre. Essa situação se aplica especificamente aos calouros, que perderão o vínculo com a Universidade de São Paulo.
Paralelamente, o Centro Acadêmico do Instituto de Física da USP (Cefisma) questionou o tom considerado “alarmista” da diretoria, ressaltando que negociações estão em andamento com o Conselho de Graduação.
A reportagem buscou um novo posicionamento da IFUSP em resposta à nota do Cefisma, aguardando um retorno até a publicação deste texto. A universidade convoca todos os alunos e professores para o retorno às aulas na próxima segunda-feira, 25/05, com todas as salas de aula e auditórios do IFUSP abertos e prontos para retomar as atividades.
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A diretoria reafirma seu compromisso com a formação dos alunos e com o diálogo, mas ressalta que cabe a cada docente definir a melhor condução de suas disciplinas.
Reuniões e Pautas em Debate
O Centro Acadêmico, que representa os alunos, informa que uma sessão do Conselho de Graduação na quinta-feira, 21, para aprovar o calendário de 2027, teve sua pauta adiada para tratar do semestre atual, marcado pela greve. A representação estudantil reforça a necessidade de discutir a readequação do calendário e o abono de faltas para 2026, apresentando pareceres favoráveis de diversos Conselhos de Graduação.
A negociação por mediação encaminhou a convocação de um conselho geral extraordinário, após o fim da greve, para tratar especificamente da readequação do calendário acadêmico de 2026. Uma nova reunião de negociação foi marcada justamente para a segunda-feira, 25.
A adesão ao retorno às aulas na segunda-feira tem implicações práticas e políticas que precisam ser ponderadas, segundo o Cefisma.
Reivindicações Estudantis
Os estudantes da USP reivindicam um reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE). A universidade anunciou um aumento do auxílio permanência de R$ 885 para R$ 912, mas os alunos buscam a equiparação ao salário mínimo paulista, atualmente fixado em R$ 1.804.
Além disso, os grevistas apontam deficiências em outras políticas de permanência estudantil e relatam problemas estruturais na instituição, incluindo críticas ao funcionamento dos restaurantes universitários.
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