Ibovespa dispara após liberação em Estreito de Hormuz; o que esperar do mercado?

Ibovespa dispara em alta! Alívio no Oriente Médio e liberação em Hormuz impulsionam o mercado. Saiba como o petróleo e o câmbio são afetados!

17/04/2026 10:28

3 min

Ibovespa dispara após liberação em Estreito de Hormuz; o que esperar do mercado?
(Imagem de reprodução da internet).

Ibovespa Abre em Alta com Sinais de Alívio Geopolítico

O Ibovespa iniciou as negociações nesta sexta-feira, dia 17, em forte tendência de alta. Esse movimento foi sustentado por um cenário externo mais favorável e pela diminuição das tensões na região do Oriente Médio. Até as 10h14, o principal índice da bolsa brasileira subia 0,83%, atingindo 198.449 pontos.

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Este avanço ocorre após duas sessões consecutivas de queda, reacendendo a expectativa de que o índice possa retomar sua trajetória rumo ao patamar inédito dos 200 mil pontos. O clima positivo já era notável nos mercados desde o início do dia, impulsionado pelas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Abertura do Estreito de Hormuz Impulsiona o Mercado

O impulso positivo ganhou força pouco antes da abertura da bolsa. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, divulgou informações importantes. Em uma publicação na rede X, Araghchi confirmou que a passagem para todos os navios comerciais está totalmente liberada.

“Em conformidade com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Hormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã”, declarou ele.

Impacto do Alívio Energético Global

Essa notícia representa um alívio significativo para o mercado global de energia. Desde o início do conflito em 28 de fevereiro, centenas de petroleiros e embarcações estavam retidos na área, mantendo cerca de 20 mil marinheiros presos no Golfo Pérsico, segundo agências internacionais.

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O bloqueio anterior havia elevado e ampliado preocupações sobre a inflação mundial. Com a reabertura de Hormuz, o preço do petróleo começou a cair de maneira expressiva. O Brent, referência internacional, registrava queda de 8,61%, cotado a US$ 90,63 por barril.

Já o WTI para maio e junho recuava mais de 9%, negociado na faixa dos US$ 80.

Repercussões no Câmbio e em Outras Bolsas

O alívio no cenário externo também foi sentido no câmbio. No mesmo horário, o dólar apresentava perdas frente ao real, caindo 0,83%, para R$ 4,951. Mais cedo, o cenário já era construtivo para ativos de risco, embora ainda com certa cautela.

Na Ásia, houve realização de lucros após um rali recente. O Nikkei 225 devolveu parte dos ganhos após atingir máxima histórica, enquanto Shanghai Composite, Hang Seng, Kospi e S&P/ASX 200 fecharam em território negativo, com maior fraqueza no setor de tecnologia e uma postura mais defensiva diante das incertezas geopolíticas.

Perspectivas Globais e Vetores de Atenção

Na Europa, o tom era mais resiliente, com bolsas apresentando estabilidade ou leve alta, apoiadas pela expectativa de descompressão do risco energético. Nos Estados Unidos, os futuros de S&P 500, Nasdaq e Dow Jones avançavam moderadamente. Isso reflete a combinação de petróleo em queda, uma temporada de balanços robusta e a percepção de que o estresse geopolítico pode não escalar no curto prazo.

Assim, o mercado está monitorando dois vetores principais. Por um lado, a trégua de 10 dias entre Israel e Líbano, as sinalizações de concessões do Irã e os esforços de mediação internacional ajudam a reduzir o prêmio de risco. Por outro lado, a incerteza sobre a durabilidade desse cessar-fogo ainda limita movimentos mais fortes dos ativos.

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