Ouro dispara com tensões no Oriente Médio e fala de Donald Trump! O que esperar?

Ouro dispara após tensões no Oriente Médio! Trump mantém bloqueio contra Irã, impulsionando o metal. Saiba como o dólar e o mercado reagem.

17/04/2026 11:04

3 min

Ouro dispara com tensões no Oriente Médio e fala de Donald Trump! O que esperar?
(Imagem de reprodução da internet).

Ouro Sobe Acumulando Ganhos em Meio a Tensões Geopolíticas

O preço do ouro registrou alta superior a 1% nesta sexta-feira, dia 17, sinalizando a quarta semana consecutiva de valorização. Esse movimento é impulsionado pela fraqueza observada no dólar americano e por fatores geopolíticos relacionados ao Oriente Médio.

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A valorização ocorre após o anúncio do ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, sobre um determinado período. Contudo, a situação foi tensionada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que declarou que o “bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã até que as negociações com o Irã estejam 100% concluídas”.

Perspectivas de Negociação e Mercado Financeiro

Trump complementou suas declarações afirmando que “Esse processo deverá ser bastante rápido, visto que a maioria dos pontos já foi negociada”. Os contratos futuros nos Estados Unidos, com vencimento para junho, subiram 1,81%, atingindo US$ 4,895,40 às 10h52.

Paralelamente, o dólar americano mostrava tendência de queda ao final da semana, o que aumenta o apelo do metal precioso para investidores que operam com moedas diferentes. O índice DXY, que mede a valorização da moeda em relação a países desenvolvidos, caiu 0,46%.

Análise de Investimento e Commodities

Peter Grant, vice-presidente e estrategista sênior de metais da Zaner Metals, comentou à Reuters que o otimismo com a retomada da paz sustenta o apetite por risco, fazendo com que o ouro seja visto cada vez mais como um ativo de risco. Ele mencionou que parte desse otimismo vem da expectativa de que o fim da guerra possa reduzir os preços do petróleo e diminuir os riscos inflacionários.

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No entanto, Grant ressaltou que “Ainda há um longo caminho a percorrer antes que a confiança na tendência de alta de longo prazo (do ouro) seja totalmente restaurada, portanto, o mercado está adotando uma abordagem cautelosa.”

Movimentação de Outros Metais e Petróleo

O ouro havia apresentado recuo após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no final de fevereiro. Naquela ocasião, a alta do petróleo elevou temores inflacionários, o que enfraqueceu as apostas em cortes de juros — um cenário geralmente desfavorável ao ouro, já que ele não gera rendimento.

Outros metais também registraram avanços: a prata para vencimento em maio subiu 4,15%, chegando a US$ 81,98 por onça. A platina para julho de 2026 teve um aumento de 1%, cotada a US$ 2.134,20. Esses movimentos também refletem a abertura parcial do Estreito de Ormuz.

Impacto Geopolítico e o Estreito de Ormuz

Em contraste, os preços do petróleo caíram significativamente. A referência Brent recuou 10,46% para US$ 88,99 o barril, enquanto a WTI com vencimento em maio caiu 11,09% para US$ 84,19 o barril. A referência para junho também diminuiu 10,34% para US$ 81,84 o barril às 10h52.

Durante os conflitos envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos, o preço do Brent chegou a se aproximar dos US$ 120. O Estreito de Ormuz é um ponto de extrema importância global, funcionando como um gargalo vital para o comércio energético mundial.

Este estreito liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, por onde passa cerca de 30% de todo o petróleo consumido no planeta. Assim, qualquer instabilidade ou tensão militar na região tem potencial direto de afetar a oferta global, pressionar os preços internacionais e gerar grande volatilidade nos mercados, impactando inflação, câmbio e a economia de diversos países.

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