Ibovespa cai 0,97% com pressão da Vale! 🚀 Acompanhe a queda e o cenário global com a influência de Kevin Warsh e a desestatização da Copasa! #Ibovespa #MercadoFinanceiro #Investimentos
O Ibovespa encerrou a sessão da última sexta-feira, 30, com uma queda de 0,97%, fechando aos 181.363,90 pontos. O pregão foi marcado por uma dinâmica de realização de lucros, impulsionada pela pressão exercida por ações de empresas do setor de commodities metálicas, especialmente a Vale (VALE3).
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Apesar do recuo diário, o índice da B3 apresentou um desempenho positivo em janeiro, registrando uma valorização expressiva de 12,97%, após um aumento de quase 21 mil pontos desde a primeira sessão do mês, em 2 de janeiro.
No fechamento, de um total de 84 papéis que compõem o Ibovespa, 39 títulos apresentaram resultados negativos, enquanto 27 permaneceram estáveis e 18 registraram alta. Essa distribuição refletiu um cenário de viés majoritariamente negativo para o índice.
A principal força motriz da queda foi o desempenho das siderúrgicas e mineradoras, com destaque para a Vale (VALE3), que possui um peso superior a 11% na composição do índice. As ações da empresa recuaram 3,54% desde os primeiros negócios do dia, contribuindo significativamente para a queda do Ibovespa.
Em contrapartida, algumas ações de varejo conseguiram sustentar ganhos, como a Vivara (VIVA3), que avançou 3,11%, sendo a maior alta do dia. Os papéis da Copasa (CSMG3) também se destacaram após avanços recentes relacionados ao processo de desestatização.
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A companhia informou ter recebido do governo de Minas Gerais, seu acionista controlador, os documentos com a modelagem da proposta de privatização e as alterações necessárias em seu estatuto social. Na véspera, o conselho de administração aprovou a conversão das ações ordinárias do governo estadual em uma golden share.
No cenário internacional, os mercados acompanharam de perto a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed), anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A confirmação do nome pelo Senado ainda é aguardada, em um ambiente de debate sobre a independência do banco central americano e o ritmo futuro dos juros.
Estrategistas apontam que a escolha de Warsh reforça uma percepção de maior credibilidade institucional. Apesar de seu histórico mais hawkish, ele defende cortes de juros, o que reduz o risco de captura política da autoridade monetária. “Para o Brasil e emergentes, o impacto pode ser de pressão via dólar forte e yields globais mais altos no curto prazo, com a projeção de juros caindo mais lentamente”, disse Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.
Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, avalia que Warsh não é um nome disruptivo e tende a manter a tradição do Fed. Segundo ele, a indicação foi interpretada como relativamente mais hawkish do que outros nomes cogitados, o que pode limitar cortes mais agressivos de juros ainda em 2026.
No mercado doméstico, Cruz destaca que o movimento de realização em commodities metálicas teve impacto direto sobre o Ibovespa. “Há uma realização de lucros um pouco mais forte nas commodities metálicas e isso tem impactado aqui dentro também, nas empresas mineradoras, nas empresas do setor”, afirmou.
Gabriel Cecco, especialista da Valor Investimentos, aponta que o recuo da Bolsa reflete tanto o cenário externo quanto a digestão dos recordes recentes do índice. “Os mercados acionais mundiais, em geral, recuaram nos últimos dias, puxados por resultados de tecnologia nos Estados Unidos e incertezas políticas.
Isso acaba refletindo, não tem jeito, em mercados emergentes como o Brasil”, disse. “Em resumo, um movimento global negativo e a realização de lucro para os recordes são os principais indicadores que a gente enxerga”, completou.
Danilo Coelho, especialista em investimentos e MBA em Finanças pela FBNF, afirma que o movimento desta sexta-feira representa uma realização considerada normal, após a forte alta acumulada nas últimas semanas. “O que vemos no Ibovespa hoje é mais um movimento de realização, nada muito relevante.
Estamos com uma queda dentro do que é normal para o índice, na casa de 1% a 2%”, afirmou.
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