Ibovespa cai com petróleo e Petrobras; veja quais ações subiram em 17/05 em 2026!

Ibovespa encerra em baixa após oscilação e pressão do petróleo
O índice Ibovespa finalizou o pregão desta sexta-feira, dia 17, em queda de 0,55%, atingindo 195.733,51 pontos. O mercado exibiu volatilidade ao longo do dia, oscilando entre 195.367,90 e 198.665,65 pontos.
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O fechamento negativo foi atribuído a uma realização de lucros e à forte pressão exercida pelas ações do setor de petroleiras. O volume financeiro totalizou R$ 44,5 bilhões, impulsionado principalmente pelo vencimento de opções sobre ações.
No acumulado da semana, o índice registrou uma queda de 0,81%.
Setores em destaque: Quedas em energia e alta em minério
A bolsa brasileira manteve o tom negativo observado em dias anteriores, espelhando o movimento de baixa do petróleo no cenário internacional, após a reabertura do Estreito de Ormuz. Esse recuo na commodity impactou diretamente o setor de óleo e gás, que possui grande influência sobre o índice geral.
Ações mais afetadas pela queda do petróleo
Entre as maiores perdas do dia, destacaram-se as ações ordinárias da Petrobras (PETR3), que caíram 5,31%, e as preferenciais (PETR4), com recuo de 4,86%. A Brava Energia (BRAV3) sofreu a maior desvalorização, perdendo 6,28%, seguida pela Braskem (BRKM5), que recuou 5,55%.
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Esse movimento reflete a correção do preço do petróleo, que sustentou o Ibovespa recentemente.
Em contrapartida, a Vale (VALE3) apresentou desempenho positivo, subindo 2,64% no máximo do dia. Essa alta foi acompanhada pelo minério de ferro e reforçada pelo relatório de produção do primeiro trimestre da companhia.
Desempenho misto no setor financeiro e ganhos em ações cíclicas
O setor financeiro apresentou resultados variados. O Itaú (ITUB4) recuou 0,38%, assim como o BTG Pactual (BPAC11), que caiu 1,15%. Por outro lado, o Bradesco (BBDC4) subiu 1,97%, o Banco do Brasil (BBAS3) teve alta de 0,49%, e o Santander (SANB11) subiu 0,45%.
Líderes dos ganhos no pregão
Na ponta de alta, a Vamos (VAMO3) liderou os ganhos com um aumento de 6,27%. Direcional (DIRR3) também teve bom desempenho, subindo 4,48%, e a CSN Mineração (CMIN3) registrou alta de 3,35%. Tais movimentos indicam o bom desempenho de ações mais sensíveis às variações de juros e ao ciclo econômico.
Bolsas americanas reagem ao otimismo e análise de especialistas
Em Nova York, o dia foi marcado por um forte apetite por risco, impulsionado pela reabertura do Estreito de Ormuz e pela expectativa de um acordo na região do Oriente Médio. O Dow Jones avançou 1,79%, chegando a 49.447,43 pontos. O S&P 500 subiu 1,20%, para 7.126,06 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,52%, atingindo 24.468,48 pontos, com os dois últimos renovando recordes de fechamento.
Visão de mercado sobre a volatilidade futura
Para Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, a queda do Ibovespa é vista como uma realização de lucros após um período de forte valorização. Ele aponta também as tensões entre Estados Unidos e Irã e o vencimento de opções como fatores de pressão adicionais.
Bento alerta que o cenário de curto prazo deve permanecer volátil, especialmente em commodities, devido às incertezas geopolíticas. Ele ressalta que, embora exportações como petróleo possam se beneficiar, há o risco de inflação global, o que pode atrasar cortes de juros no Brasil e nos EUA.
Implicações para a política monetária e câmbio
Segundo o especialista, o Banco Central deve manter o ciclo de cortes, mas pode desacelerar ou alongar o processo. A queda do dólar, por sua vez, sinaliza uma melhora na percepção de risco global, reagindo à trégua no conflito. Bento conclui que o desempenho das ações reflete isso: empresas sensíveis a juros sobem, enquanto petroleiras caem com a baixa do petróleo após a reabertura da rota.
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