IA e Tecnologia: Por que contratar talentos qualificados em 2026 é um desafio?

Dificuldade de Contratação em Tecnologia: O Impacto da Era da Inteligência Artificial
O mercado de tecnologia já enfrentava dificuldades para atrair talentos, mas a ascensão da inteligência artificial intensificou esse cenário. Um levantamento conduzido pela Ford em parceria com o Datafolha revelou que 98% das grandes e médias empresas brasileiras relatam problemas para encontrar profissionais qualificados.
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O estudo, que coletou dados de 250 líderes de RH e TI em diversas regiões do país, aponta que as áreas mais críticas de preenchimento são as de especialistas em IA, citadas por 35% dos entrevistados, e engenheiros de software, por 31%.
O Gargalo no Processo de Recrutamento
Pamela Paiffer, diretora de comunicação e responsabilidade social da Ford na América do Sul, ressalta que “o descompasso entre a velocidade da inovação e a disponibilidade de profissionais qualificados é um dos grandes desafios do mercado hoje”.
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Esse gargalo afeta diretamente o cronograma corporativo. Para metade das companhias, preencher uma vaga de tecnologia leva de um a dois meses, podendo se estender até 90 dias em um quarto dos casos.
Principais Barreiras Técnicas e Comportamentais
O principal motivo apontado para essa demora é a escassez técnica, desafio citado por 72% das empresas, seguido pela carência de experiência, mencionada por 54%. Segundo os executivos, habilidades em segurança da informação e machine learning são particularmente difíceis de serem encontradas no mercado.
Djalma Brighenti, diretor de TI da Ford América do Sul, comenta que o desafio das empresas é duplo: é preciso investir em tecnologia e, simultaneamente, desenvolver talentos e fortalecer a base de dados.
Soft Skills e Idiomas: O Diferencial Além do Código
A pesquisa também desmistifica a ideia de que apenas dominar linguagens de programação garante a contratação. Os dados mostram que 78% das organizações eliminam candidatos sem proficiência em inglês.
Além disso, 37% rejeitam profissionais com currículos tecnicamente perfeitos, mas que falham em demonstrar habilidades comportamentais, as chamadas soft skills. Fernanda Ramos, diretora de recursos humanos da Ford América do Sul, enfatiza que inteligência emocional e pensamento crítico são as competências socioemocionais mais sentidas falta.
O Futuro do Trabalho em Tecnologia
“É preciso ir além da qualificação técnica”, afirma Fernanda Ramos. Ela complementa que a demanda por essas soft skills é enorme e tende a crescer no futuro.
As projeções corporativas para os próximos dois anos confirmam que o fator humano será o diferencial decisivo. Embora a IA seja vista como motor de mudança por 46% dos líderes, metade deles prevê que as soft skills serão mais escassas que o conhecimento técnico.
O diretor de TI da montadora conclui que “para que a IA entregue valor real, é preciso ter profissionais preparados para transformar informação em decisão”.
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