IA e Tech: Por que contratar talentos qualificados em 2026 é um desafio gigante?

Ford e Datafolha: 98% das empresas sentem dificuldade em contratar talentos de IA. Saiba quais áreas estão em falta e como o mercado está reagindo!

24/04/2026 05:30

3 min

IA e Tech: Por que contratar talentos qualificados em 2026 é um desafio gigante?
(Imagem de reprodução da internet).

Dificuldade de Contratação em Tecnologia: O Impacto da Era da Inteligência Artificial

O mercado de tecnologia já enfrentava barreiras na busca por talentos, mas a ascensão da inteligência artificial intensificou esse cenário. Um levantamento conduzido pela Ford em colaboração com o Datafolha revelou que 98% das grandes e médias empresas brasileiras relatam problemas para encontrar profissionais com a qualificação necessária.

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O estudo, que coletou depoimentos de 250 líderes de RH e TI em várias regiões do país, aponta que as áreas mais críticas de preenchimento são as de especialistas em IA, citadas por 35% dos entrevistados, e engenheiros de software, por 31%.

O Gargalo de Talentos e Seus Efeitos Operacionais

Pamela Paiffer, diretora de comunicação e responsabilidade social da Ford na América do Sul, ressalta que “o descompasso entre a velocidade da inovação e a disponibilidade de profissionais qualificados é um dos grandes desafios do mercado hoje”.

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Esse desafio de pessoal afeta diretamente o ritmo das empresas. Para metade das companhias, o tempo médio para preencher uma vaga de tecnologia varia entre um e dois meses, podendo se estender até 90 dias em um quarto dos casos.

Principais Obstáculos no Recrutamento

O principal motivo apontado para essa demora é a escassez técnica, fator que foi o maior desafio para 72% das empresas. Em seguida, a falta de experiência foi citada por 54% dos entrevistados.

Segundo os executivos, habilidades específicas como segurança da informação e machine learning estão entre as mais difíceis de serem encontradas no mercado atualmente. Djalma Brighenti, diretor de TI da Ford América do Sul, enfatiza que o desafio corporativo é duplo: investir em tecnologia e, simultaneamente, desenvolver talentos e fortalecer a base de dados.

Soft Skills e Idiomas: O Diferencial Além do Código

A pesquisa também desmistifica a ideia de que apenas dominar linguagens de programação garante a contratação. Os dados mostram que 78% das organizações descartam candidatos sem proficiência em inglês.

Além disso, 37% das empresas frequentemente rejeitam profissionais com currículos tecnicamente perfeitos, mas que não exibem habilidades comportamentais, as chamadas soft skills.

Competências Socioemocionais em Alta Demanda

Entre as competências socioemocionais mais sentidas falta pelos recrutadores no setor de tecnologia estão a inteligência emocional e o pensamento crítico para a resolução de problemas. Fernanda Ramos, diretora de recursos humanos da Ford América do Sul, afirma que “é preciso ir além da qualificação técnica”.

Ela complementa que “a demanda por essas soft skills é imensa e continuará crescendo”, indicando uma mudança no foco das contratações.

O Fator Humano como Motor de Crescimento Futuro

As projeções corporativas para os próximos dois anos confirmam que o fator humano será o verdadeiro diferencial competitivo. Embora a IA seja vista como o motor de mudança por 46% dos líderes, metade deles prevê que as soft skills serão mais difíceis de encontrar no futuro do que o conhecimento técnico.

O diretor de TI da montadora conclui que “para que a IA entregue valor real, é preciso ter profissionais preparados para transformar informação em decisão”, reforçando a importância do capital humano qualificado.

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