Greve em Universidades Federais: O que a Fasubra Sindical revela sobre as demandas de 2026?

Greve em 54 universidades federais: o que a Fasubra Sindical revelou sobre as reivindicações? Saiba os motivos e o impacto em 2026!

26/04/2026 06:33

3 min

Greve em Universidades Federais: O que a Fasubra Sindical revela sobre as demandas de 2026?
(Imagem de reprodução da internet).

Greve em Universidades Federais: Situação e Reivindicações dos Servidores

Funcionários técnico-administrativos de 54 universidades e institutos federais estão em greve, seja total ou parcial, desde o mês de fevereiro. Os dados mais recentes foram divulgados na sexta-feira, 24 de abril de 2026, pela Fasubra Sindical, a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil.

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Segundo o levantamento, o Sudeste concentra o maior número de paralisações, com 18 instituições envolvidas, sendo Minas Gerais responsável por 12 delas. Em seguida, vêm o Nordeste, com 15 locais, e a região Sul, que registra 12 instituições em greve.

Motivos da Paralisação e Demandas dos Trabalhadores

A categoria argumenta que o governo federal não cumpriu integralmente o Termo de Acordo da Greve, assinado em 2024, após negociações e uma paralisação anterior com o Poder Executivo. Os servidores também pleiteiam a implementação de uma jornada de trabalho de 30 horas semanais e se posicionam contra a Reforma Administrativa.

Cronograma e Impacto das Greves

A mobilização foi inicialmente anunciada pela Fasubra Sindical em fevereiro. Algumas universidades paralisaram imediatamente, enquanto outras aderiram à paralisação nos meses de março e abril.

É importante notar que a paralisação não impede o funcionamento das aulas regulares, mas afeta serviços essenciais de suporte administrativo e o horário de funcionamento das bibliotecas.

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Posicionamento do Governo Federal e do MEC

Em nota oficial, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que o direito de greve é constitucional e que o órgão respeita os funcionários, mantendo um diálogo constante com eles. O MEC detalhou o histórico das negociações.

Acordos e Legislações Apresentadas

As negociações resultaram no Termo de Acordo (TA) nº 11/2024, firmado em 27 de junho de 2024, envolvendo o governo, a Fasubra e a Sinasefe. Este termo previa reajustes salariais e reestruturação de carreira para os anos de 2025 e 2026.

O acordo também estabeleceu um Grupo de Trabalho (GT) para analisar a viabilidade técnica e jurídica das demandas. O governo apontou que atendeu diversas solicitações dos TAEs por meio da Lei 15.367/2026, sancionada em março deste ano.

Benefícios Atendidos Segundo o Governo

Entre os pontos citados pelo governo, destacam-se: o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), que está em fase de regulamentação; a jornada de 30 horas semanais (com 6 horas ininterruptas) para atendimento externo; e a implementação de plantão de 12 horas por 60 horas para servidores de hospitais universitários e vigilantes.

Tanto o Ministério da Gestão e Inovação quanto o MEC reiteraram que o diálogo com as categorias profissionais foi mantido durante todo o processo, citando reuniões recentes, como a realizada em 15 de abril, em Brasília.

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