Governo Lula Reage com Urgência à Designação de Terroristas EUA ao PCC e Comando Vermelho

Governo em crise! EUA classificam PCC e Comando Vermelho como terroristas. Reunião de emergência busca resposta imediata. Lula ausente.

10/06/2026 19:50

3 min

Governo Lula Reage com Urgência à Designação de Terroristas EUA ao PCC e Comando Vermelho
(Imagem de reprodução da internet).

Governo Urge Resposta à Classificação de Terroristas dos EUA

O governo federal, liderado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), promoveu uma reunião de emergência na Casa Civil nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, para definir a resposta oficial à decisão dos Estados Unidos de designar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como “terroristas globais especialmente designados”.

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A iniciativa foi convocada pela ministra Miriam Belchior, sem que estivesse previamente agendada nos ministérios envolvidos, e os participantes permanecerão reunidos ao longo do dia.

Participações e Ausências

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em Sergipe cumprindo sua agenda e não participará da reunião. O chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, estão confirmados na pauta. Também devem comparecer representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da assessoria especial da Presidência.

O ministro da Justiça, Wellington César Lima, não estará presente, representando o Brasil na reunião do Mercosul no Paraguai, com o secretário-executivo da pasta atuando em seu lugar.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) também não participará, conforme informado pela assessoria do ministro Márcio Elias Rosa, que não houve alteração na agenda e nenhum secretário foi notificado sobre a participação na reunião.

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A decisão dos EUA, anunciada na quinta-feira, 28 de maio, preocupa o governo Lula devido ao alcance extraterritorial da legislação americana.

Implicações da Classificação

A classificação de terroristas por parte dos EUA pode levar à imposição de sanções a bancos e empresas em qualquer país que mantenha relações comerciais com o PCC e o Comando Vermelho, sem a necessidade de acordos bilaterais ou legislação local.

O governo Lula argumenta que as facções atuam com motivação econômica e de controle territorial, e não ideológica, não se encaixando na definição brasileira de terrorismo, que define o terrorismo como “a prática por um ou mais indivíduos […] por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública”.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) expressa preocupação com a percepção ambígua gerada pela medida nos meios de comunicação e na opinião pública, questionando se o eleitor médio associa a designação de “terrorismo” em Washington à violência cotidiana no Brasil.

O governo enfrenta um prazo apertado nas negociações comerciais com os Estados Unidos, iniciadas após uma reunião entre Lula e representantes do Partido Republicano na Casa Branca em 7 de maio.

Negociações Comerciais em Risco

Após a reunião com o Partido Republicano, o ministro do MDIC anunciou que os dois países realizariam reuniões nos 30 dias seguintes para avaliar as tarifas comerciais. A expectativa era encerrar a investigação da Seção 301, que vence no início de junho.

Uma primeira reunião por videoconferência foi realizada em 20 de maio entre Elias Rosa e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. No entanto, a segunda rodada de negociações, agendada para esta semana, não ocorreu até a publicação desta reportagem, conforme apurado pelo Poder360.

Elias Rosa confirmou que a segunda rodada ainda não ocorreu, sem informar novas datas.

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