Governo Federal ajusta Lei dos Portos: o que muda no prazo de arrendamento?

Governo Federal ajusta estratégia sobre a Lei dos Portos. O que muda no prazo de arrendamento e o debate trabalhista que pode mudar tudo? Saiba mais!

22/04/2026 13:37

3 min

Governo Federal ajusta Lei dos Portos: o que muda no prazo de arrendamento?
(Imagem de reprodução da internet).

Governo Federal Ajusta Estratégia sobre Projeto de Lei dos Portos

Após encontrar impasses na tramitação do projeto que visa alterar a Lei dos Portos, o governo federal optou por recuar da ideia de apresentar um texto alternativo com mudanças muito pontuais. A estratégia atual foca em aguardar o parecer do relator, deputado Arthur Maia, da União-BA, que está previsto para maio.

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Foco na Redução de Divergências Legislativas

O novo relatório que está em elaboração tem o objetivo de diminuir os pontos de divergência e propor menos alterações na legislação vigente. Esse movimento é visto como positivo, pois atende às demandas tanto do setor público quanto da iniciativa privada.

Impacto na Necessidade de Texto Executivo

Com essa abordagem, acredita-se que será possível evitar a necessidade de o próprio Executivo apresentar um texto paralelo. Entre os pontos que devem ser mantidos, destaca-se a ampliação do prazo de arrendamento portuário, que poderá chegar a 70 anos, superando o limite atual de 35 anos.

Pontos de Tensão e Debate Trabalhista

O aspecto mais delicado, contudo, permanece sendo a questão trabalhista. Há um debate acalorado sobre o fim da exclusividade de contratação dos trabalhadores portuários, prevista na lei de 2013.

Possível Flexibilização da Mão de Obra

Segundo pareceres que circulam nos bastidores do Congresso, espera-se que a redação final permita o fim da exclusividade de contratação de mão de obra pelo OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra). Isso abriria espaço para outros tipos de vínculo, como o registro na carteira de trabalho, mesmo em portos públicos, desde que haja comprovação de qualificação profissional.

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Atualmente, já é possível que terminais privados realizem contratações fora da estrutura do OGMO. Outro tema em discussão é a flexibilização dos estudos de viabilidade, que passará a se adequar ao porte e à complexidade de cada empreendimento.

Andamento e Histórico do Marco Legal Portuário

A comissão especial responsável pela análise do projeto encontra-se paralisada e só retomará os trabalhos após a apresentação do parecer. É importante notar que a comissão tem caráter conclusivo, o que permite que o texto siga direto para o Senado, sem precisar de votação em plenário na Câmara.

Apesar disso, há um movimento do setor que pleiteia que o texto seja analisado pelo Plenário. O novo marco legal dos portos enfrenta resistências desde o início. Inclusive, a criação de uma comissão de juristas em dezembro de 2023 foi vista como uma tentativa de acelerar o tema sem um debate amplo.

Posteriormente, o texto não conseguiu consenso entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a ANTAQ, representantes do setor privado e os trabalhadores portuários. Divergências significativas persistem sobre vários pontos da proposta que revoga a Lei dos Portos atual.

Inclusive, membros do ministério e da ANTAQ afirmaram não ter participado da construção do novo texto, apesar de o diretor-geral da agência, Eduardo Nery, ter integrado a comissão de juristas responsável pela proposta na época.

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