Governo Federal ajusta Lei dos Portos: o que muda no prazo de arrendamento?

Governo Federal Ajusta Estratégia sobre Projeto de Lei dos Portos
Após encontrar impasses na tramitação do projeto que visa alterar a Lei dos Portos, o governo federal optou por recuar da ideia de apresentar um texto alternativo com mudanças muito pontuais. A estratégia atual foca em aguardar o parecer do relator, deputado Arthur Maia, da União-BA, que está previsto para maio.
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Foco na Redução de Divergências Legislativas
O novo relatório que está em elaboração tem o objetivo de diminuir os pontos de divergência e propor menos alterações na legislação vigente. Esse movimento é visto como positivo, pois atende às demandas tanto do setor público quanto da iniciativa privada.
Impacto na Necessidade de Texto Executivo
Com essa abordagem, acredita-se que será possível evitar a necessidade de o próprio Executivo apresentar um texto paralelo. Entre os pontos que devem ser mantidos, destaca-se a ampliação do prazo de arrendamento portuário, que poderá chegar a 70 anos, superando o limite atual de 35 anos.
Pontos de Tensão e Debate Trabalhista
O aspecto mais delicado, contudo, permanece sendo a questão trabalhista. Há um debate acalorado sobre o fim da exclusividade de contratação dos trabalhadores portuários, prevista na lei de 2013.
Possível Flexibilização da Mão de Obra
Segundo pareceres que circulam nos bastidores do Congresso, espera-se que a redação final permita o fim da exclusividade de contratação de mão de obra pelo OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra). Isso abriria espaço para outros tipos de vínculo, como o registro na carteira de trabalho, mesmo em portos públicos, desde que haja comprovação de qualificação profissional.
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Atualmente, já é possível que terminais privados realizem contratações fora da estrutura do OGMO. Outro tema em discussão é a flexibilização dos estudos de viabilidade, que passará a se adequar ao porte e à complexidade de cada empreendimento.
Andamento e Histórico do Marco Legal Portuário
A comissão especial responsável pela análise do projeto encontra-se paralisada e só retomará os trabalhos após a apresentação do parecer. É importante notar que a comissão tem caráter conclusivo, o que permite que o texto siga direto para o Senado, sem precisar de votação em plenário na Câmara.
Apesar disso, há um movimento do setor que pleiteia que o texto seja analisado pelo Plenário. O novo marco legal dos portos enfrenta resistências desde o início. Inclusive, a criação de uma comissão de juristas em dezembro de 2023 foi vista como uma tentativa de acelerar o tema sem um debate amplo.
Posteriormente, o texto não conseguiu consenso entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a ANTAQ, representantes do setor privado e os trabalhadores portuários. Divergências significativas persistem sobre vários pontos da proposta que revoga a Lei dos Portos atual.
Inclusive, membros do ministério e da ANTAQ afirmaram não ter participado da construção do novo texto, apesar de o diretor-geral da agência, Eduardo Nery, ter integrado a comissão de juristas responsável pela proposta na época.
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