ArcelorMittal Pecém: Aço nacional deve crescer em 2026, mas há ameaça chinesa?

ArcelorMittal Pecém prevê alta para o aço em 2026! Saiba como a construção e o setor automotivo impulsionarão o mercado e os desafios com importações.

22/04/2026 07:16

3 min

ArcelorMittal Pecém: Aço nacional deve crescer em 2026, mas há ameaça chinesa?
(Imagem de reprodução da internet).

Mercado Brasileiro de Aço Deve Melhorar em 2026, Segundo ArcelorMittal Pecém

O mercado brasileiro de aço deve apresentar um desempenho superior em 2026 quando comparado ao ano de 2025, essa é a avaliação feita por Erick Torres, CEO da ArcelorMittal Pecém. Em entrevista concedida à CNN, o executivo apontou que diversos setores consumidores do produto já exibem condições mais favoráveis de atividade.

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Torres mencionou que áreas cruciais, como a construção civil, a linha branca e até o setor automotivo, sinalizam uma melhora nas perspectivas de demanda por aço no país. Ele ressaltou que essas condições de mercado mais favoráveis tendem a impulsionar uma recuperação gradual no consumo do material.

Pressão da Concorrência Importada e Defesa Comercial

A expectativa de avanço no mercado nacional está ligada a um movimento coordenado do setor siderúrgico junto ao governo. O setor pleiteia medidas adicionais de defesa comercial, especialmente devido ao aumento das importações, com destaque para as provenientes da China.

Impacto das Importações Chinesas

Torres enfatizou que o volume de aço importado no Brasil cresceu de maneira expressiva ao longo das últimas duas décadas. Segundo ele, esse aumento tem pressionado a competitividade da produção nacional.

Ele apontou dados preocupantes, afirmando que o material importado chinês atingiu 5,7 milhões de toneladas em 2025, valor quase o dobro da produção da ArcelorMittal Pecém. Isso, segundo o CEO, configura uma competição desleal com o aço fabricado no Brasil.

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Medidas Governamentais e Desafios Externos

O debate ganhou força após o governo brasileiro ampliar as NCMs (Nomenclatura Comum do Mercosul) incluídas no sistema de cota-tarifa para produtos de aço que ultrapassem os limites de importação. Além disso, foi iniciada uma investigação antidumping que abrange 25 produtos siderúrgicos de origem chinesa.

Para o executivo, o custo de produção do aço chinês não se enquadra em uma faixa considerada natural de mercado, o que levanta sérias dúvidas sobre as condições de concorrência internacional. Essas medidas de proteção comercial seguem tendências adotadas por nações da Europa e América do Norte.

Perspectivas do Mercado Americano

No cenário internacional, a siderurgia brasileira também enfrenta obstáculos. Após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo o aço, por Donald Trump, exportadoras como a ArcelorMittal Pecém encontraram maior dificuldade no mercado americano.

Neste contexto tarifário, empresas com produção local nos Estados Unidos, como a Gerdau, ganham uma vantagem competitiva. Apesar disso, Torres acredita que o mercado americano permanece estratégico para a companhia, pois ainda permite a comercialização de aço de alto valor agregado.

Assim, a capacidade de manter presença nesse mercado justifica os esforços, mesmo diante das taxações vigentes.

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