ArcelorMittal Pecém: Aço nacional deve crescer em 2026, mas há ameaça chinesa?

Mercado Brasileiro de Aço Deve Melhorar em 2026, Segundo ArcelorMittal Pecém
O mercado brasileiro de aço deve apresentar um desempenho superior em 2026 quando comparado ao ano de 2025, essa é a avaliação feita por Erick Torres, CEO da ArcelorMittal Pecém. Em entrevista concedida à CNN, o executivo apontou que diversos setores consumidores do produto já exibem condições mais favoráveis de atividade.
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Torres mencionou que áreas cruciais, como a construção civil, a linha branca e até o setor automotivo, sinalizam uma melhora nas perspectivas de demanda por aço no país. Ele ressaltou que essas condições de mercado mais favoráveis tendem a impulsionar uma recuperação gradual no consumo do material.
Pressão da Concorrência Importada e Defesa Comercial
A expectativa de avanço no mercado nacional está ligada a um movimento coordenado do setor siderúrgico junto ao governo. O setor pleiteia medidas adicionais de defesa comercial, especialmente devido ao aumento das importações, com destaque para as provenientes da China.
Impacto das Importações Chinesas
Torres enfatizou que o volume de aço importado no Brasil cresceu de maneira expressiva ao longo das últimas duas décadas. Segundo ele, esse aumento tem pressionado a competitividade da produção nacional.
Ele apontou dados preocupantes, afirmando que o material importado chinês atingiu 5,7 milhões de toneladas em 2025, valor quase o dobro da produção da ArcelorMittal Pecém. Isso, segundo o CEO, configura uma competição desleal com o aço fabricado no Brasil.
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Medidas Governamentais e Desafios Externos
O debate ganhou força após o governo brasileiro ampliar as NCMs (Nomenclatura Comum do Mercosul) incluídas no sistema de cota-tarifa para produtos de aço que ultrapassem os limites de importação. Além disso, foi iniciada uma investigação antidumping que abrange 25 produtos siderúrgicos de origem chinesa.
Para o executivo, o custo de produção do aço chinês não se enquadra em uma faixa considerada natural de mercado, o que levanta sérias dúvidas sobre as condições de concorrência internacional. Essas medidas de proteção comercial seguem tendências adotadas por nações da Europa e América do Norte.
Perspectivas do Mercado Americano
No cenário internacional, a siderurgia brasileira também enfrenta obstáculos. Após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo o aço, por Donald Trump, exportadoras como a ArcelorMittal Pecém encontraram maior dificuldade no mercado americano.
Neste contexto tarifário, empresas com produção local nos Estados Unidos, como a Gerdau, ganham uma vantagem competitiva. Apesar disso, Torres acredita que o mercado americano permanece estratégico para a companhia, pois ainda permite a comercialização de aço de alto valor agregado.
Assim, a capacidade de manter presença nesse mercado justifica os esforços, mesmo diante das taxações vigentes.
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