Governo de Santa Catarina Ataca Lei de Cotas Raciais no STF!

Governo de Santa Catarina entra em confronto no STF! Lei que proíbe cotas raciais é defendida com argumento polêmico. Saiba mais!

30/01/2026 12:50

2 min

Governo de Santa Catarina Ataca Lei de Cotas Raciais no STF!
(Imagem de reprodução da internet).

Governo de Santa Catarina Defende Manutenção de Lei que Proíbe Cotas Raciais no STF

O governo de Santa Catarina apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) seu argumento em defesa da lei estadual que proíbe o sistema de cotas raciais em universidades do estado. A justificativa central da defesa é que a população catarinense é majoritariamente branca, o que, segundo o governo, reflete a realidade demográfica do estado.

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Essa defesa busca atender a uma determinação do ministro Gilmar Mendes, que atua como relator das ações que questionam a constitucionalidade da lei no STF.

Redefinição das Ações Afirmativas e Critérios de Acesso

O governo de Jorginho Mello (PL) esclarece que a nova legislação não tem como objetivo eliminar todas as ações afirmativas. Em vez disso, propõe uma redefinição dos critérios de acesso, mantendo a reserva de vagas para estudantes com deficiência, aqueles que são hipossuficientes financeiramente e alunos que frequentaram escolas públicas do estado.

A mudança para um sistema baseado em renda, em vez de raça, seria vista como uma forma mais precisa de combater desigualdades estruturais.

Argumentos Legais e Decisão do STF

O governo catarinense argumenta que a Constituição Federal não impõe às universidades a obrigação de adotar cotas raciais, apenas estabelece objetivos amplos, como a redução das desigualdades sociais e a promoção do bem-estar de todos os cidadãos.

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Até o momento, pelo menos cinco ações foram movidas no STF para questionar a lei estadual, alegando que ela é inconstitucional, interfere na competência exclusiva da União para definir diretrizes e bases da educação e ignora o dever do poder público de enfrentar desigualdades históricas, como o racismo.

Decisão do STF e Plano Nacional

Com a manifestação do Estado, o ministro Gilmar Mendes terá a responsabilidade de decidir se acata os pedidos que buscam a derrubada imediata da lei, antes que o julgamento seja realizado pelo plenário do STF. Em dezembro de 2025, o STF já havia determinado que o governo federal elaborasse, em até 12 meses, um plano nacional de enfrentamento ao racismo, com ações concretas em áreas como saúde, segurança alimentar e segurança pública.

A decisão também incluiu o dever do poder público de revisar os critérios de acesso por cotas no ensino e no mercado de trabalho, visando evitar a baixa efetividade causada por métodos inadequados ou obstáculos desnecessários.

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