Daniel Lopes Monteiro questiona PF: defesa diz que estruturas jurídicas são normais?

Defesa de Daniel Lopes Monteiro questiona Operação Compliance Zero. Saiba por que o advogado alega que estruturas empresariais não bastam para acusar!

18/04/2026 17:42

3 min

Daniel Lopes Monteiro questiona PF: defesa diz que estruturas jurídicas são normais?
(Imagem de reprodução da internet).

Defesa de Daniel Lopes Monteiro Questiona Responsabilidade em Operação Compliance Zero

A defesa do advogado Daniel Lopes Monteiro, detido na quarta fase da Operação Compliance Zero, emitiu uma nota neste sábado, dia 18. O comunicado defende que a criação de empresas, fundos e outras estruturas é uma prática comum na advocacia.

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Segundo a defesa, o uso inadequado dessas estruturas por clientes não pode ser automaticamente imputado ao advogado sem a devida comprovação. É fundamental, conforme apontado, que haja prova de participação direta e consciente em qualquer irregularidade, pois isso não pode ser presumido.

Contexto da Prisão e Acusações

Daniel Lopes Monteiro é defendido pelo escritório Cavalcanti Sion, que ainda não divulgou os próximos passos judiciais. Ele tem laços com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e proprietário do Master, investigado pela Polícia Federal (PF).

O advogado permanece detido na sede da PF em São Paulo. A prisão foi motivada por uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o apontou como um “operador jurídico-financeiro do esquema investigado”.

Alegações de Envolvimento em Esquema de Propina

Ele seria um dos responsáveis por montar uma operação destinada a repassar seis imóveis de luxo ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A PF o acusa de ser o arquiteto jurídico de um esquema de propina que supostamente beneficiou Costa.

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Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso na última quinta-feira, dia 16, sob suspeita de crimes de corrupção, crimes financeiros e lavagem de dinheiro ligados ao Banco Master.

Detalhes das Transações e Defesa Profissional

Costa teria facilitado transações com carteiras de crédito entre BRB e Master. Essas carteiras foram posteriormente consideradas “podres”, o que causou dificuldades financeiras ao BRB. Os imóveis citados pela PF como parte da transação “arquitetada” por Monteiro seriam o pagamento ao ex-presidente do BRB pela facilitação.

A defesa de Daniel Monteiro ressaltou que o antigo escritório, onde ele era sócio, atuou em consultoria e em disputas judiciais. Foi mencionado um volume de trabalho considerável, envolvendo 28 mil processos judiciais e 180 mil horas de serviço, visando a redução de cerca de R$ 662,7 milhões em passivos.

Atuação Técnica e Ética

A nota da defesa enfatiza que a atuação profissional de Monteiro sempre foi “estritamente técnica”, mantendo uma trajetória reconhecida na assessoria jurídica de grandes grupos econômicos e instituições financeiras, sempre pautada pela ética e diligência.

Por fim, o documento afirma que Daniel Monteiro permanece à disposição das autoridades e que todos os fatos serão esclarecidos adequadamente.

Rompimento do Escritório

Daniel Monteiro não faz mais parte do escritório Monteiro Ruso, nome citado em investigações da Polícia Federal, do Ministério Público e até na decisão de André Mendonça. Monteiro e os antigos sócios assinaram um acordo de dissolução parcial em 10/02, com efeitos a partir de 28/02.

A dissolução do escritório foi apurada pela CNN como sendo causada em função das investigações relativas ao caso Master, envolvendo Daniel Monteiro.

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